Decreto-Lei 47344

Código Civil - CC

Artigo 1301.º (Coisa comprada a comerciante)

EM VIGOR
O que exigir de terceiro coisa por este comprada, de boa fé, a comerciante que negoceie em coisa do mesmo ou semelhante género é obrigado a restituir o preço que o adquirente tiver dado por ela, mas goza do direito de regresso contra aquele que culposamente deu causa ao prejuízo.

Jurisprudência

12 acórdãos aplicam este artigo
  • TRE3730/19.0T8ENT.E113-01-2022MARIA ADELAIDE DOMINGOS

    PROPRIEDADE HORIZONTAL · TÍTULO CONSTITUTIVO · PRESUNÇÃO REGISTRAL · CONTRATO-PROMESSA

    1. O título constitutivo da propriedade horizontal identifica e individualiza as frações autónomas tendo por base a licença de utilização emitida pela entidade camarária ou o projeto de construção. 2. O adquirente de uma fração, na qual se integra uma determinada garagem, que regista a aquisição em conformidade com o que consta da escritura de compra e venda e título de constituição da propriedad

  • CAJP1166/2015-JP26-01-2016JOÃO CHUMBINHO

    DANO · DIREITO DE PROPRIEDADE

  • TRL904/09.5TJLSB.L1-830-04-2015ANTÓNIO VALENTE

    LOCAÇÃO FINANCEIRA · TERCEIROS · REGISTO DE PROPRIEDADE

    - Celebrado um contrato de locação financeira e vindo a verificar-se que a pessoa indicada como locatário nunca foi parte no negócio, tendo o seu nome sido usado graças a documentos que lhe haviam sido furtados, o contrato deve considerar-se como juridicamente inexistente na medida em que nunca existiu qualquer acordo de vontades entre os supostos contraentes. - O locador, pelo contrato de locaçã

  • STJ341-A/1998.E1.S106-07-2011SERRA BAPTISTA

    CHEQUE · CHEQUE DE GARANTIA · PREENCHIMENTO ABUSIVO · EXTRAVIO DE CHEQUE

    1. Embora a data seja um elemento essencial do cheque, pode concluir-se do art. 13.º da LUCH que é legal a emissão de um cheque em branco (cheque incompleto no momento de ser passado), desde que o seu preenchimento futuro se faça de harmonia com o acordado pelo sacador. 2.O cheque de garantia, embora não expressamente previsto, contrariando até a finalidade de título de crédito que consubstancia,

  • TRE1276/07.8TBABT.E130-04-2009MANUEL MARQUES

    RESERVA DE PROPRIEDADE · COMPRA E VENDA DE COISAS MÓVEIS

    I - No que respeita à venda coisa móvel, a cláusula de reserva de propriedade vale em relação a terceiros, sem necessidade de qualquer formalidade especial, uma vez que não vigora, quanto às coisas móveis, o princípio segundo o qual a posse vale título II - Efectivamente, face ao disposto no art. 409º, n.º 2, do C.C., não é exigida qualquer publicidade, para se poder opor a reserva a terceiro,

  • STJ09P016004-03-2009PIRES DA GRAÇA

    ADMISSIBILIDADE DE RECURSO · ACORDÃO DA RELAÇÃO · DUPLA CONFORME · CONCURSO DE INFRACÇÕES

    I - Face ao art. 400.º, n.º 1, al. f), do CPP, na redacção anterior à Lei 48/2007, de 29-08, era jurisprudência firme do STJ (cf. Ac. de 08-11-2006, Proc. n.º 3113/06 - 3.ª, entre outros) que não era admissível recurso de acórdãos condenatórios proferidos, em recurso, pelas Relações, que confirmassem decisão de 1.ª instância, em processo por crime a que fosse aplicável pena de prisão não superior

  • STJ08B272009-10-2008SALVADOR DA COSTA

    VEÍCULO AUTOMÓVEL · VENDA DE VEÍCULO AUTOMÓVEL · VENDA DE BENS ALHEIOS · NULIDADE DO CONTRATO

    1. Nulo que seja contrato de compra e venda do veículo automóvel por falta de legitimidade substantiva do vendedor não pode, em regra, funcionar o efeito da transmissão do respectivo direito de propriedade para a titularidade do comprador. 2. O artigo 1301º do Código Civil é inaplicável à situação em que a locadora financeira reivindicou o veículo automóvel no confronto do respectivo loc

  • TRL8698/2007-101-04-2008RUI MOURA

    VENDA DE COISA ALHEIA · NULIDADE · VEÍCULO AUTOMÓVEL · COMERCIANTE

    1 - Na venda de bens alheios que teve por objecto veículo automóvel, em que o vendedor recebe o preço e o comprador o veículo, o comprador de boa fé, não chega a ver transmitida para si a propriedade do veículo, efeito essencial da compra e venda – artigo 879º a) do C. Civil, nos termos do disposto no artigo 408º 1 do C. Civil, inscrita no registo a favor de outrem, alheio ao negócio. 2 - A

  • TRL5175/2007-718-09-2007LUÍS ESPÍRITO SANTO

    COMPRA E VENDA COMERCIAL · VENDA DE COISA ALHEIA · CONVALIDAÇÃO · TRANSMISSÃO DE PROPRIEDADE

    I- Na venda mercantil, diversamente da venda civil, a alienação de coisa alheia é válida, podendo o comprador exigir indemnização no caso de o vendedor não adquirir a coisa validamente alienada. II- A propriedade não é transferida imediatamente para o comprador na venda mercantil. III- Tal efeito, atento o disposto no artigo 467.º, n.º2 do Código Comercial verificar-se-á quando o vendedor adqui

  • TRL4848/2007-712-07-2007PIMENTEL MARCOS

    ABUSO DE DIREITO · OBRAS · ARRENDAMENTO

    I- Traduz abuso do direito reclamar obras no montante de 300.000 contos, antes da derrocada de 1999, em prédio arrendado que proporciona a quantia líquida de 652.024$00 II- A circunstância de o edifício se encontrar devoluto com excepção de uma fracção não é razão que justifique a realização de tais obras pois o que releva não é o rendimento que os senhorios poderiam obter, mas aquele que efecti

  • TRP045132314-06-2004MARTINS LOPES

    BRISA · AUTO-ESTRADA · DIREITO DE PERSONALIDADE · RUÍDO

    I - A D........, S.A., enquanto concessionária e responsável pela construção de auto-estradas, está obrigada a respeitar os direitos de personalidade dos cidadãos, que possam ser afectados pela execução da obra. II - Se, em consequência da construção de certo troço daquela infra-estrutura, a casa de morada dos Autores passa a ficar a cerca de 10 metros da via, de intenso e constante tráfego, que

  • STJ03B141509-10-2003SANTOS BERNARDINO

    PODERES DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA · POSSE · POSSE TITULADA · POSSE DE BOA FÉ

    I - O Supremo, como tribunal de revista, não conhece, em regra, de questões de facto, devendo acatar a decisão da Relação sobre a matéria de facto; mesmo que haja erro na apreciação das provas e na fixação dos factos materiais da causa, não lhe é lícito exercer censura sobre a matéria de facto apurada, salvo quando se verifique alguma das excepções previstas no art. 722º/2 do CPC. II - Posse ti

Referências extraídas do campo de legislação dos próprios acórdãos e validadas contra o articulado que o Lexbase indexa — cada uma liga ao acórdão original no DGSI. Cobertura atual: Tribunal Constitucional · STJ · STA · Relações · TCA Sul e Norte · Tribunal dos Conflitos · Julgados de Paz, 1932–2026. Ainda não abrange toda a jurisprudência portuguesa, pelo que a ausência de acórdãos aqui não significa que nenhum tribunal tenha aplicado esta norma.