Decreto-Lei 47344

Código Civil - CC

Artigo 1281.º (Legitimidade)

EM VIGOR
1. A acção de manutenção da posse pode ser intentada pelo perturbado ou pelos seus herdeiros, mas apenas contra o perturbador, salva a acção de indemnização contra os herdeiros deste. 2. A acção de restituição de posse pode ser intentada pelo esbulhado ou pelos seus herdeiros, não só contra o esbulhador ou seus herdeiros, mas ainda contra quem esteja na posse da coisa e tenha conhecimento do esbulho.

Jurisprudência

18 acórdãos aplicam este artigo
  • TRP16389/25.6 T8PRT.P113-05-2026NUNO MARCELO DE NÓBREGA DOS SANTOS DE FREITAS ARAÚJO

    RESTRIÇÃO · PROCEDIMENTO CAUTELAR · CONTRADITÓRIO · POSSE

    I - Apenas a falta absoluta de fundamentação, entendida como a total ausência de fundamentos de facto e de direito, gera a nulidade prevista na alínea b) do n.º 1 do art.º 615º do Código de Processo Civil. II - No procedimento cautelar de restituição provisória da posse, o art. 378.º do CPC, à semelhança do que a lei faz em situações análogas, prevê uma excepção ao cumprimento prévio do contradit

  • TRL8447/25.3T8ALM.L1-219-02-2026PEDRO MARTINS

    RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DA POSSE · RESTITUIÇÃO · CASA DE MORADA DE FAMÍLIA

    I – A restituição provisória da posse implica a investidura do requerente na posse com a contrapartida da cessação da posse iniciada com esbulho, mas não implica que aquele que procedeu ao esbulho tenha de deixar o bem se tiver outro título para o ocupar e este título não for posto em causa. II – A atribuição provisória da casa de morada de família com o afastamento de um dos cônjuges, não pode,

  • TRE293/24.8T8CBA.E130-01-2025ISABEL DE MATOS PEIXOTO IMAGINÁRIO

    RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DE POSSE · ESBULHO VIOLENTO · COACÇÃO FÍSICA

    1-A violência pode ser exercida contra a pessoa do possuidor ou sobre a coisa, designadamente quando esteja ligada à pessoa do esbulhado ou quando dela resulte uma situação de constrangimento físico ou moral. 2-Actos de soldadura do portão da propriedade e de modificação da fechadura da porta da rua configuram actos de esbulho, actos impeditivos de o proprietário ter acesso e de usufruir o imóve

  • TRL3665/24.4T8SNT.L1-220-06-2024ARLINDO CRUA

    PROCEDIMENTO CAUTELAR · RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DA POSSE · EFEITO ANTECIPATÓRIO · POSSE

    I - O procedimento cautelar de restituição provisória de posse possui natureza antecipatória, pois assegura a satisfação provisória do possuidor, traduzindo-se num mecanismo de defesa da posse, do qual aquele se serve contra actos de esbulho violentos, de forma a garantir, célere e eficazmente, a reconstituição ou reposição da situação possessória anterior e impedir o persistir de um estado danoso

  • TRP53/23.3T8VNG-A.P105-02-2024MIGUEL BALDAIA DE MORAIS

    PROCEDIMENTO CAUTELAR · RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DE POSSE · OPOSIÇÃO À DECISÃO INICIAL · COMODATO

    I - A decisão inicialmente proferida no procedimento cautelar, sem contraditório do requerido, é uma mera decisão provisória, insuscetível de constituir caso julgado que precluda a ulterior apreciação jurisdicional da oposição deduzida supervenientemente pelo requerido, constituindo a segunda decisão complemento ou parte integrante da primeira, pelo que – emitida esta – o procedimento passa a ter

  • TRP521/19.1T8PNF-D.P108-10-2020PAULO DUARTE TEIXEIRA

    ACÇÃO POSSESSÓRIA · ESBULHADORES · COMPOSSE · LEGITIMIDADE PASSIVA

    I - Numa acção possessória são esbulhadores ou perturbadores todos aqueles que, no todo ou em parte, praticaram actos materiais que deram origem à alegada violação da situação possessória, não sendo necessário que efectivamente usem posteriormente a coisa. II - Ao ter sido formulado um pedido de restituição da coisa, se existir uma composse da mesma então todos os compossuidores terão de ser dema

  • TRG37/20.3T8PTL.G101-10-2020JOAQUIM BOAVIDA

    RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DE POSSE · LEGITIMIDADE PASSIVA · ESBULHADOR · COMODATO

    I- O procedimento cautelar de restituição provisória da posse pode ser instaurado não só contra o esbulhador ou seus herdeiros, mas também contra terceiro que esteja na posse da coisa esbulhada e tenha conhecimento do esbulho. Quem tem de ser demandado pelo esbulhado é aquele que lhe tira a coisa; só assim não será se o esbulhador falecer entretanto, caso em que devem ser demandados os seus herdei

  • TRG6324/17.0T8GMR-A.G117-12-2019EDUARDO AZEVEDO

    ACÇÃO POPULAR · LEGITIMIDADE · PESSOA COLECTIVA

    Sumário (do relator) 1- Apenas as pessoas colectivas referidas nos artºs 52º da CRP e 2º, nº 1 da Lei 83/95 têm legitimidade para proporem a acção popular civil. 2- O artº 2º, nº 1 (parte final) não amplia as categorias das pessoas colectivas com legitimidade para a acção popular.

  • TCAN00728/17.6BEPRT11-05-2017Maria Fernanda Antunes Aparício Duarte Brandão

    (IN)COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA MATÉRIA ; JAZIGO

    I-No caso em análise a jurisdição administrativa e fiscal é verdadeiramente a jurisdição competente para a presente controvérsia; I.1-na verdade não é “inequívoca” a titularidade da Recorrente sobre o jazigo em litígio; I.2-a Recorrida terá vindo a arrogar-se proprietária do mesmo, o que resulta do material fáctico invocado no requerimento; I.3-desta forma, verifica-se dúvida sobre a validade d

  • TRG1283/11.6TBPTL.G115-03-2012HELENA MELO

    RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DE POSSE · ESBULHO · VIOLÊNCIA

    I – .Não constitui esbulho violento o lavrar e o semear de um terreno explorado pelo requerente sem seu consentimento.

  • TRP835/10.6TJVNF.P125-05-2010M. PINTO DOS SANTOS

    ACÇÃO POPULAR · CAMINHO PÚBLICO · PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM · RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DA POSSE

    I- Configura exercício do direito de acção popular a propositura de acção em que um cidadão, utente de um determinado caminho público, pede que os demandados desobstruam esse mesmo caminho dos pedregulhos e montes de terra que nele colocaram e dos buracos/valas que nele fizeram, com máquinas, e que impedem a sua utilização pelo público em geral, para acederem a vários lugares públicos, mesmo que o

  • TRL881/06.4TBPDL.L1-123-06-2009RUI VOUGA

    CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA · TRADIÇÃO DA COISA · POSSE · ANIMUS

    1 - Não é possível, a priori, qualificar-se de posse ou de mera detenção o poder de facto exercido pelo promitente-comprador sobre o objecto do contrato prometido entregue antecipadamente. Tudo dependerá, caso a caso, do animus que acompanhe o corpus. 2 - A qualificação da natureza da posse do beneficiário da traditio, no contrato promessa de compra e venda, depende essencialmente de uma aprecia

  • STJ08B107919-06-2008SERRA BAPTISTA

    CONTRATO DE EMPREITADA · RESOLUÇÃO DO NEGÓCIO · CUMPRIMENTO · BOA FÉ

    1. No contrato de empreitada o subempreiteiro figura como “empreiteiro do empreiteiro”, sendo ambos os contratos distintos apesar de prosseguirem a mesma finalidade: a realização do interesse do dono da obra. 2. Devido ao princípio da força vinculativa ou da obrigatoriedade dos contratos, uma vez celebrados, constituem lei imperativa entre as partes, desenvolvendo-se tal princípio através de outr

  • TRL3932/2005-620-04-2006ANA LUÍSA GERALDES

    RESTITUIÇÃO DE POSSE · DEFESA DA POSSE · CABEÇA DE CASAL

    Qualquer dos compossuidores pode usar contra terceiros dos meios de defesa da posse, nos termos do art. 1286º do CC. Tratando-se de bem inserido no acervo hereditário, até à partilha, a administração da herança cabe ao cabeça-de-casal. Implicando o esbulho o apossamento indevido de um bem, contra a vontade do seu legítimo possuidor ou a prática de actos ilegítimos que impeçam o possuidor de aced

  • TRP043683216-12-2004SALEIRO DE ABREU

    RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DE POSSE · LEGITIMIDADE PASSIVA

    A providência cautelar de restituição provisória de posse pode ser instaurada contra quem estiver na posse da coisa e tenha conhecimento do esbulho violento.

  • TRE546/04-303-06-2004GAITO DAS NEVES

    PROCEDIMENTOS CAUTELARES · RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DE POSSE · LEGITIMIDADE · INSPECÇÃO JUDICIAL

    I - Embora o esbulhador seja casado, se dos factos alegados não resultar que a mulher tenha perturbado o direito do Requerente, o seu não chamamento à acção não motiva a ilegitimidade passiva. II - Não existe omissão do dever de apurar a verdade material, quando o juiz refere não proceder à realização duma requerida inspecção judicial, por dos documentos juntos aos autos ou da audição das test

  • TRC469/0411-05-2004n.º 2DR. MONTEIRO CASIMIRO

    RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DE POSSE · LEGITIMIDADE

    I – A providência da restituição provisória de posse pode ser intentada não só contra o esbulhador ou seus herdeiros, mas ainda contra quem esteja na posse da coisa e tenha conhecimento do esbulho (cfr. art. 1281.º n.º2 do C. Civil), sendo cumulativos os requisitos indicados em último lugar. II – A decisão sobre a matéria de facto não pode ser proferida com base em requerimentos apresentados no d

  • TRC981/200006-06-2000GIL ROQUE

    ACÇÃO DE MANUTENÇÃO DA POSSE · PEDIDO E CAUSA DE PEDIR · LEGITIMIDADE

    Na acção de manutenção da posse, diversamente da acção de reivindicação, o autor não necessita pedir o reconheciemnto do seu direito de propriedade; basta-lhe invocar a posse sobre o imóvel para possuir legitimidade para intentar a respectiva acção.

Referências extraídas do campo de legislação dos próprios acórdãos e validadas contra o articulado que o Lexbase indexa — cada uma liga ao acórdão original no DGSI. Cobertura atual: Tribunal Constitucional · STJ · STA · Relações · TCA Sul e Norte · Tribunal dos Conflitos · Julgados de Paz, 1932–2026. Ainda não abrange toda a jurisprudência portuguesa, pelo que a ausência de acórdãos aqui não significa que nenhum tribunal tenha aplicado esta norma.