Decreto-Lei 47344

Código Civil - CC

Artigo 896.º (Casos em que o contrato se não convalida)

EM VIGOR
1. O contrato não adquire, porém, validade, se entretanto ocorrer algum dos seguintes factos: a) Pedido judicial de declaração de nulidade do contrato, formulado por um dos contraentes contra o outro; b) Restituição do preço ou pagamento da indemnização, no todo ou em parte, com aceitação do credor; c) Transacção entre os contraentes, na qual se reconheça a nulidade do contrato; d) Declaração escrita, feita por um dos estipulantes ao outro, de que não quer que o contrato deixe de ser declarado nulo. 2. As disposições das alíneas a) e d) do número precedente não prejudicam o disposto na segunda parte do artigo 892.º

Jurisprudência

9 acórdãos aplicam este artigo
  • TRP3418/23.7T8AVR.P126-05-2025ANA OLÍVIA LOUREIRO

    REGISTO AUTOMÓVEL · PRESUNÇÃO DE PROPRIEDADE · COMPRA E VENDA · NULIDADE

    I - Provado que a propriedade de veículo automóvel está inscrita na Conservatória do Registo Automóvel a favor de terceiro (que não o seu vendedor), presume-se que é esse terceiro o seu proprietário pelo que cabe ao vendedor alegar e provar que tinha legitimidade para o alienar aos adquirentes. II - Não o fazendo, estes podem pedir a declaração de nulidade do negócio de compra e venda e a restitu

  • TRL1500/12.5TBSCR.L2-101-10-2024PEDRO BRIGHTON

    LIQUIDAÇÃO DA SOCIEDADE · DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE · PERSONALIDADE JUDICIÁRIA · RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS

    I- Na fase de dissolução e liquidação, a sociedade persiste, continuando a ter personalidade jurídica e judiciária, sendo distinta da dos seus sócios (cf. artºs. 5º e 6º do Código das Sociedades Comerciais). II- Uma vez dissolvida, a sociedade entra em liquidação, mantendo ainda a sua personalidade jurídica (cf. art.º 146º nºs. 1 e 2 do Código das Sociedades Comerciais). Os seus administradores

  • TRC283/23.8T8MGR.C130-05-2023FALCÃO DE MAGALHÃES

    ACOMPANHAMENTO DE MAIOR · SUPRIMENTO DA AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DA REQUERIDA · CMULAÇÃO DO PEDIDO DE SUPRIMENTO DA AUTORIZAÇAO PRÉVIA · ÓNUS DE ALEGAÇÃO

    I -No âmbito do processo de acompanhamento de maior, o Requerente, que, “ab initio”, só o possa instaurar mediante autorização do beneficiário e não a possua, deve, no requerimento inicial, cumular o pedido de suprimento da autorização do beneficiário. II - Cumprindo-lhe, nesse caso, alegar os factos que fundamentam tal pedido, muito embora não tenha logo que fazer a prova dos mesmos, v.g

  • TRL2039/19.3T8ALM.L1-828-05-2020AMÉLIA AMEIXOEIRA

    MAIOR ACOMPANHADO · ACOMPANHANTE · ESCOLHA · CRITÉRIOS LEGAIS

    I - Ao processo especial de acompanhamento de maiores aplicam-se, com as necessárias adaptações, o disposto nos processos de jurisdição voluntária no que respeita aos poderes do juiz, ao critério de decisão e à alteração das decisões com fundamento em circunstâncias supervenientes; II - Em consonância com o Referido, não existe no referido processo audiência de discussão e julgamento e nele não e

  • TRL13427/16.7T8LSB.L1-621-06-2018CRISTINA NEVES

    DIREITO DOS SÓCIOS À INFORMAÇÃO · SOCIEDADE EM NOME COLECTIVO · CONTITULARIDADE DE QUOTAS · PEDIDO DE INQUÉRITO JUDICIAL

    I- O direito à informação dos sócios previsto no artº 21 do CSC, é um princípio básico e fundamental da vivência societária, que compreende, não só o direito geral à informação, como o direito à informação preparatória das assembleias-gerais e o direito à informação nas mesmas, estando o seu conteúdo delimitado consoante o tipo societário adoptado ou o contrato. II-Nas sociedades em nome colec

  • TRL3202/09.0TBALM.L1-226-04-2012FARINHA ALVES

    CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA · NULIDADE DO CONTRATO · NULIDADE POR FALTA DE FORMA LEGAL · FALTA DE FORMA LEGAL

    I - A acção em que se pretende que os réus sejam condenados a legalizar uma casa construída clandestinamente sobre o sexto andar esquerdo de um prédio urbano constituído em propriedade horizontal, tem de ser intentada contra todos os condóminos, quer porque envolve uma alteração da propriedade horizontal, quer porque o terraço de cobertura do prédio, sobre o qual foi efectuada a construção, é part

  • TRL4433/04.5TVLSB.L1-106-07-2010PEDRO BRIGHTON

    VENDA DE COISA DEFEITUOSA · COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS · CONTRATO DE EMPREITADA · CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA

    I- Verifica-se a venda de coisa defeituosa quando a mesma : -Sofra de vício que a desvalorize ; -Não possua as qualidades asseguradas pelo vendedor ; -Não possua as qualidades necessárias para a realização do fim a que é destinada ou sofra de vício que a impeça da realização desse fim. II- A lei concede ao comprador de coisa que se venha a verificar ser defeituosa : -o direito de anulação f

  • TRE1942/07-329-11-2007ASSUNÇÃO RAIMUNDO

    CONTRATO DE COMPRA E VENDA · NULIDADE DE SENTENÇA

    I – É de configurar como um contrato de compra e venda de bens alheios, cujo regime é também disciplinado pelo regime3 de venda de bens futuros, quando o vendedor se obriga a adquirir um bem, que de momento não tem em stock, pelo qual o comprador está interessado, comprometendo-se este a aguardar a informação do vendedor que tal bem já se encontra em seu poder. II – Logo que o vendedor adquiri

  • STJ05B48905-05-2005ARAÚJO BARROS

    CONTRATO DE MANDATO · REVOGAÇÃO · REVOGAÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO · JUSTA CAUSA

    1. No caso de revogação pelo mandante do mandato, celebrado também no interesse do mandatário, é àquele que, se quiser libertar-se da obrigação de indemnizar, incumbe alegar e provar os factos que revelem a justa causa para a imediata ruptura do vínculo contratual. 2. Se, em princípio, a revogação do mandato com justa causa afasta qualquer obrigação de indemnizar por parte do mandante, já a rev

Referências extraídas do campo de legislação dos próprios acórdãos e validadas contra o articulado que o Lexbase indexa — cada uma liga ao acórdão original no DGSI. Cobertura atual: Tribunal Constitucional · STJ · STA · Relações · TCA Sul e Norte · Tribunal dos Conflitos · Julgados de Paz, 1932–2026. Ainda não abrange toda a jurisprudência portuguesa, pelo que a ausência de acórdãos aqui não significa que nenhum tribunal tenha aplicado esta norma.