Decreto-Lei 47344

Código Civil - CC

Artigo 1199.º (Enumeração)

EM VIGOR
O depositante é obrigado: a) A pagar ao depositário a retribuição devida; b) A reembolsá-lo das despesas que ele fundadamente tenha considerado indispensáveis para a conservação da coisa, com juros legais desde que foram efectuadas; c) A indemnizá-lo do prejuízo sofrido em consequência do depósito, salvo se o depositante houver procedido sem culpa.

Jurisprudência

16 acórdãos aplicam este artigo
  • TRG1393/24.0T8BGC.G123-10-2025JOÃO PAULO PEREIRA

    CONTRATO DE LOCAÇÃO · FORMA VOLUNTÁRIA · ESTIPULAÇÕES VERBAIS ACESSÓRIAS · CLÁUSULA CONTRÁRIA À LEI

    I - Celebrados contratos de locação de helicópteros sob a forma escrita, apesar de esta forma não ser exigida por lei, nada obsta à validade de quaisquer estipulações verbais não contempladas nos documentos escritos, como prevê o art.º 222.º n.º 1 do Cód. Civil, decorrência do princípio da liberdade de forma que tem concretização legal no art.º 219.º do mesmo código. II – Normas imperativas são a

  • TRL1685/20.7T8OER.L1-711-07-2024ALEXANDRA DE CASTRO ROCHA

    IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO DE FACTO · CONTRATO DE DEPÓSITO · PRESSUPOSTOS · ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA

    I – Não se justifica a alteração da matéria de facto provada se, atentos os princípios da oralidade, da imediação e da livre apreciação, as provas produzidas não impuserem decisão diversa. II – Apesar de, atenta a redacção do art. 1185.º do Código Civil, o depósito ser um contrato real quod constitutionem, apenas se considerando celebrado (perfeito) mediante a entrega da coisa, enquanto contrato

  • TRP1962/22.2T8VNG.P106-06-2024ISABEL FERREIRA

    CONTRATO DE DEPÓSITO · LEVANTAMENTO DOS BENS · CESSAÇÃO DO CONTRATO

    I – O contrato de depósito é um contrato com natureza real, que só se concluiu com a entrega do bem a guardar e que termina no acto da restituição do mesmo. II – Tendo a depositária solicitado à depositante o levantamento dos bens no prazo de 8 dias e aduzido que, se tal não suceder, considerará tais bens perdidos, e tendo esta considerado os seus pertences como perdidos, nada mais fazendo perant

  • TRE246/21.8T8STR.E116-03-2023ALBERTINA PEDROSO

    PRINCÍPIO DA LIMITAÇÃO DOS ACTOS · EXCEPÇÃO DE NÃO CUMPRIMENTO · REPARAÇÃO AUTOMÓVEL · CONTRATO DE EMPREITADA

    I – O princípio da limitação dos atos, consagrado no artigo 130.º do CPC, aplica-se no âmbito do conhecimento da impugnação da matéria de facto se a análise da situação concreta evidenciar, ponderadas as várias soluções plausíveis da questão de direito, que desse conhecimento não advirá qualquer elemento factual cuja relevância se projete na decisão de mérito a proferir. II – Pretendendo a Ré opo

  • TRE1013/20.1T8PTM.E113-10-2022JOSÉ LÚCIO

    EMBARCAÇÃO · APREENSÃO · FIEL DEPOSITÁRIO · REMUNERAÇÃO DO DEPOSITÁRIO

    1 – O depositário judicial é “um auxiliar da justiça, ao qual incumbe, para determinados fins processuais, a guarda e administração de certos bens, à ordem e sob a superintendência do tribunal”. 2 – Por consequência, o depositário judicial é sujeito de uma relação jurídica de direito público, e não exerce funções por força de qualquer contrato de depósito celebrado nos termos civilistas. 3 – De

  • TCAN00362/19.6BEMDL27-05-2021Manuel Escudeiro dos Santos

    RECURSO; ALÇADA; MAIS DE TRÊS SENTENÇAS.

    I – O artigo 280.º, n.º 3, do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT) - na redação introduzida pela Lei n.º 118/2019 de 17 de setembro, passou a exigir solução oposta (relativamente ao mesmo fundamento de direito…) entre uma decisão (de tribunal tributário de 1.ª instância) “com mais de três sentenças do mesmo ou de outro tribunal tributário”. II - Para ser admissível recurso “po

  • TRP1541/17.6T8PVZ.P111-01-2021PEDRO DAMIÃO E CUNHA

    RESPONSABILIDADE PRÉ-CONTRATUAL · REQUISITOS · DIREITO DE INDEMNIZAÇÃO · BENFEITORIAS

    I - Só existirá responsabilidade pré-contratual, fundada na frustração do contrato por ruptura negocial (art. 227º do CC), quando, verificando-se aquela ruptura negocial, esta seja injustificada, face à ponderação dos interesses em jogo, na fase contratual em questão e se verifiquem, ainda, os demais pressupostos gerais da responsabilidade civil (facto voluntário, ilícito, culposo, nexo de causali

  • TRL3682/17.0T8LSB.L1-612-07-2018ANABELA CALAFATE

    COMPRA E VENDA DE VEÍCULO · ANULABILIDADE DO NEGÓCIO · EFEITOS RETROATIVOS · PARQUEAMENTO DA VIATURA

    I - Tendo a autora alegado na petição inicial que o negócio foi anulado, e por isso lhe foi restituída a quantia que pagou a título de preço pela compra do veículo, tem de extrair todas as consequências legais e não apenas o que lhe é favorável. II - Conforme dispõe o art. 289º do Código Civil, invocado, aliás, na sentença recorrida, a anulação do negócio tem efeito retroactivo, devendo ser re

  • TRG903/14.5T8BRG.G119-01-2017ISABEL SILVA

    RESPONSABILIDADE CONTRATUAL · DEVER DE PRESTAR · DEVER DE INDEMNIZAR · EXCEPÇÃO DE NÃO CUMPRIMENTO

    a) No domínio da responsabilidade contratual, os litígios podem derivar do dever de prestar (quando se pretende o cumprimento de uma obrigação assumida) ou do dever de indemnizar(situação em que, perante um incumprimento definitivo da obrigação, se almeja a indemnização correspondente ao inadimplemento). b) Num contrato bilateral em que não esteja convencionado prazos diferentes para a realização

  • CAJP50/2016-JP19-09-2016LUÍS FILIPE GUERRA

    DIREITO DE RETENÇÃO - CONTRATO DE DEPÓSITO - PEDIDO RECONVENCIONAL - CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - EMPREITADA

  • TRG648/13.3TBAMR.G126-02-2015HELENA MELO

    CONTRATO DE SEGURO · DESPESAS · PARQUEAMENTO

    Não obstante não estar expressamente clausulado no contrato de seguro estabelecido entre as partes, o direito do tomador do seguro a ser pago das despesas de parqueamento efectuadas com um veículo, queimado na sequência de um furto, essas despesas são devidas nos casos em que a seguradora excedeu manifestamente o prazo que tinha para propor ao A. uma indemnização razoável.

  • TRL1415/07.9TCLRS.L1-130-09-2014MARIA ADELAIDE DOMINGOS

    PROVA · PRESUNÇÃO JUDICIAL · NEXO DE CAUSALIDADE · ASSISTENTE

    1. O nexo de causalidade entre um facto e o dano pode ser estabelecida através de presunção judicial, por a mesma se situar no domínio da matéria de facto, desde que por via da presunção judicial não se ultrapasse a falta de prova sobre o nexo causal, o que determinaria, em última análise, contradição ou oposição com os factos que resultaram não provados. 2. Não t

  • STJ1247/07.4TJVNF.P1.S109-03-2010ALVES VELHO

    PERDA DE VEÍCULO · SALVADOS · PRIVAÇÃO DO USO DE VEICULO · AGRAVAMENTO

    Estando as partes acordadas, desde a vistoria, na inviabilidade da reparação de veiculo automóvel, por perda total, o direito do respectivo proprietário transferiu-se para o direito ao recebimento de indemnização por equivalente, ficando a seguradora com os salvados pelo valor da avaliação, ou de quantia correspondente à diferença entre o valor do veículo antes do acidente e o dito valor dos salva

  • STJ07B477410-04-2008SANTOS BERNARDINO

    CONTRATO DE CONSTRUÇÃO DE NAVIO · CONTRATO DE DEPÓSITO · CONTRATO MISTO · NULIDADE DA DECISÃO

    1. O juiz não está sujeito às alegações das partes no tocante à indagação, interpretação e aplicação das regras de direito, apenas lhe estando vedado servir-se de factos não alegados pelas partes. 2. Não incorre em nulidade por excesso de pronúncia a decisão que, assentando nos factos alegados e provados, os valora juridicamente em termos parcialmente diferentes dos aduzidos pela autora. 3.

  • STJ07B171128-06-2007PEREIRA DA SILVA

    ACEITAÇÃO DA PROPOSTA DE CONTRATO · ACEITAÇÃO TÁCITA · RECURSO · ALEGAÇÕES REPETIDAS

    I - Ressalvadas as hipóteses contempladas no artº 234º do CC, a aceitação de proposta contratual não tem, inexoravelmente, de ser expressa, antes podendo induzir-se de conduta do destinatário que revele, com nitidez suficiente, a intenção de aceitar, ser, em suma, tácita. II - A serem as conclusões da alegação da revista uma reprodução, em substância das formuladas na apelação, não tendo a Rel

  • TRC751/0421-09-2004DR. JORGE ARCANJO

    DEPÓSITO JUDICIAL E REIVINDICAÇÃO DE ESTABELECIMENTO COMERCIAL

    1. O depositário judicial não pode equiparar-se ao depositário convencional, pois a sua actividade não emerge de uma relação contratual (contrato de depósito), não lhe assistindo, por isso, o direito de exigir dos executados uma indemnização pelos prejuízos decorrentes da privação de um seu imóvel, por nele haver guardado os bens móveis de que foi nomeado, no âmbito da acção executiva, visto não s

Referências extraídas do campo de legislação dos próprios acórdãos e validadas contra o articulado que o Lexbase indexa — cada uma liga ao acórdão original no DGSI. Cobertura atual: Tribunal Constitucional · STJ · STA · Relações · TCA Sul e Norte · Tribunal dos Conflitos · Julgados de Paz, 1932–2026. Ainda não abrange toda a jurisprudência portuguesa, pelo que a ausência de acórdãos aqui não significa que nenhum tribunal tenha aplicado esta norma.