Decreto-Lei 47344

Código Civil - CC

Artigo 540.º (Não perecimento do género)

EM VIGOR
Enquanto a prestação for possível com coisas do género estipulado, não fica o devedor exonerado pelo facto de perecerem aquelas com que se dispunha a cumprir.

Jurisprudência

19 acórdãos aplicam este artigo
  • TRC3203/23.6T8LRA.C124-02-2026MARIA FERNANDA ALMEIDA

    CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE FRUTOS PENDENTES · COISA FUTURA · NEGOCIAÇÕES PRELIMINARES · CULPA CULPA IN CONTRAHENDO

    I - Quando uma sociedade se obriga a comprar lotes de fruta a um produtor e este a fornecê-los segundo determinado calibre, qualidade e preço, não obstante o enunciado verbal do documento entre si redigido se apresentar sob o modo condicional, não se trata de promessa de compra ou de promessa de compra e venda, posto que não se sujeita aquela transacção comercial a posterior manifestação de vontad

  • TRP482/11.5TYVNG-AK.P126-11-2025ANABELA MIRANDA

    SEPARAÇÃO DE BENS DA MASSA INSOLVENTE · CUMULAÇÃO DE PEDIDOS

    Numa acção de restituição e separação de bens da massa insolvente, com fundamento inicial na aquisição, por usucapião, do direito de propriedade sobre o bem integrado na massa insolvente, não é admissível a cumulação de pedidos emergentes de causas de pedir distintas da primitiva que a convolam numa nova acção judicial, à qual corresponde o processo de declaração comum.

  • TRL451/24.5T8LSB.L1-211-09-2025INÊS MOURA

    OPERAÇÕES BANCÁRIAS ON LINE · SEGURANÇA · FRAUDE · NEGLIGÊNCIA GROSSEIRA

    (art.º 663.º n.º 7 do CPC) 1. O Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Eletrónica aprovado pelo DL 91/2018 de 12 de novembro que veio transpor para a nossa ordem jurídica a Diretiva (UE) 2015/2366 do Parlamento Europeu e do Conselho de 25 de novembro de 2015, regulando o acesso à atividade das instituições de pagamento e a prestação de serviços de pagamento, bem como o acesso à ativ

  • TRL8903/24.0T8LSB.L1-626-06-2025MARIA TERESA MASCARENHAS GARCIA

    DECLARAÇÕES DE PARTE · LIVRE APRECIAÇÃO · HOMEBANKING · PHISHING

    I. As declarações de parte serão livremente apreciadas pelo tribunal quando não constituam confissão (n.º 3 do art. 466), e revelam especial utilidade para a decisão quando versem sobre factos que ocorreram entre as partes, sem a presença de terceiros intervenientes. II. Nada obsta a que as declarações de parte constituam o único arrimo para dar certo facto como provado desde que as mesmas logrem

  • TRC1/21.5T8OHP.C129-04-2025CRISTINA NEVES

    COMPRA E VENDA DE COISA GENÉRICA · TRANSFERÊNCIA DA PROPRIEDADE · CUMPRIMENTO DEFEITUOSO · ÓNUS DA PROVA

    I- Constitui compra de coisa genérica a que visa a aquisição e entrega de bens, identificados apenas pelo seu género (oliveiras), espécie (Galega) e quantidade. II -O cumprimento da obrigação genérica obriga a um processo de prévia individualização dos espécimes a entregar dentro daquele género: a escolha ou concentração da obrigação (artº 539 do C.C. III- Por assim ser, decorre do disposto no a

  • TRP2157/22.0T8LOU.P111-12-2024ANABELA MORAIS

    RESPONSABILIDADE BANCÁRIA · SERVIÇO DE HOMEBANKING · ÓNUS DA PROVA DO PRESTADOR DO SERVIÇO

    I - O regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Electónica decorrente do Decreto-Lei nº91/2018, de 12 de Novembro, é, no essencial, protector do utilizador do serviço de pagamento. II - Se o utilizador de serviços negar ter autorizado a operação, ou alegar que ela foi incorrectamente efectuada, cabe ao prestador do serviço de pagamento, provar que a operação de pagamento foi autenticad

  • STJ10421/15.9T8VNG.P2.S111-05-2023CATARINA SERRA

    DOCUMENTOS PASSADOS EM PAÍS ESTRANGEIRO · FORÇA PROBATÓRIA · LIVRE APRECIAÇÃO DA PROVA · JUNÇÃO DE DOCUMENTO

    I. É justificada a junção de documentos na fase de recurso de apelação quando estes visem a prova de factos cuja relevância para a decisão a parte não pudesse, razoavelmente, antever antes de proferida decisão do Tribunal da Relação que anulou a sentença para o esclarecimento, por via documental, de determinada discrepância. II. Quando considere que não há falta ou insuficiência de prova, o Tribun

  • TRP10421/15.9T8VNG.P211-10-2022ALEXANDRA PELAYO

    DECLARAÇÃO DE MORTE PRESUMIDA · JUNÇÃO DE DOCUMENTO · LEGALIZAÇÃO DE DOCUMENTO · APOSTILHA

    I - A junção da prova documental deve ocorrer preferencialmente na primeira instância, sendo excecional a junção de documentos em fase de recurso, apenas permitida nas situações previstas no art. 651º do CPC. II - Mostra-se justificada a junção de documento na fase de recurso, para a prova de factos cuja relevância a parte, razoavelmente, não podia ter em consideração antes de proferida decisão p

  • TRL3565/19.0T8SNT-A.L1-107-07-2022NUNO TEIXEIRA

    DOCUMENTOS · CERTIDÃO DE ÓBITO · ACTO PÚBLICO ESTRANGEIRO · AUTENTICIDADE

    A legalização de documentos passados em pais estrangeiro não é, actualmente, requisito da sua autenticidade, a qual só se torna necessária quando se levantarem fundadas dúvidas sobre essa autenticidade. (Pelo relator)

  • TRG5282/19.1T8GMR.G108-04-2021ALEXANDRA MARIA VIANA PARENTE LOPES

    RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRACONTRATUAL POR FACTO ILÍCITO · DANO PATRIMONIAL · HONORÁRIOS DE ADVOGADO · DANOS NÃO PATRIMONIAIS DA PRÓPRIA PESSOA COLETIVA

    Sumário da relatora (art.663º/7 do C. P. Civil): Na responsabilidade civil extracontratual por facto ilícito, decorrente da destruição culposa de coisa de propriedade da lesada/pessoa coletiva, nos termos dos arts.483º e 490º do C. Civil: 1. A indemnização do dano patrimonial da destruição, discutido pelas partes com referência ao valor em dinheiro da reconstrução da coisa, nos termos dos ar

  • TRE145/19.3T8STR.E108-10-2020TOMÉ DE CARVALHO

    VEÍCULO AUTOMÓVEL · DEFEITOS · INCÊNDIO · CADUCIDADE DA ACÇÃO

    1 – A alocução fundamento para impor decisão diversa, nos termos proclamados pelo nº 1 do artigo 662º do Código de Processo Civil, não se basta com a possibilidade de uma alternativa decisória antes exige que o juízo efectuado pela Primeira Instância esteja estruturado num lapso relevante no processo de avaliação da prova. 2 – Os Tribunais Superiores entendem que os recursos sobre a impugnação d

  • TRP2344/16.0T8PNF.P110-05-2018FRANCISCA MOTA VIEIRA

    CARTÕES ELECTRÓNICOS DE MOVIMENTAÇÃO DE FUNDOS · CONTRATO BANCÁRIO AUTÓNOMO · CARTÕES DE DÉBITO · PAGAMENTO NÃO AUTORIZADO

    I - Verificada uma situação de perda de uma carteira na qual estavam dois cartões bancários, se no dia seguinte, para evitar utilizações abusivas desse cartão o utilizador sentiu necessidade de ordenar o cancelamento de um dos cartões que era de crédito, a diligência devida por esse utilizador, impunha que relativamente ao outro cartão, que era de débito e que estava associado a uma conta com sald

  • TRG1249/15.7T8VCT.G115-02-2018HELENA MELO

    DANOS CAUSADOS POR COISA IMÓVEL · DEVER DE VIGILÂNCIA · PRESUNÇÃO DE CULPA · DANOS NÃO PATRIMONIAIS

    I - Se as alterações que a apelante pretende que a Relação efectue na matéria de facto, não têm relevância em sede da decisão, o Tribunal deve abster-se de conhecer da impugnação. II - O nº 1 do artº 493º do CC apenas exige a detenção material da coisa causadora do dano ou um dever de vigilância da parte do imputado responsável, pelo que tem aplicação nos casos em que o administrador do condom

  • STJ23592/11.4T2SNT.L1.S102-11-2017MARIA DOS PRAZERES PIZARRO BELEZA

    RESPONSABILIDADE MÉDICA · DEVER DE INFORMAÇÃO · CONSENTIMENTO · PERDA DE CHANCE

    I - Não cabe na competência do STJ controlar a decisão sobre a matéria de facto, enquanto fundada em provas sujeitas ao princípio da livre apreciação, ou seja, sem valor legalmente tabelado. II - Quanto à apreciação das provas livremente apreciadas pelo julgador existe apenas um grau de recurso, tendo a Relação o poder de alterar a decisão da 1.ª instância, desde que a decisão de facto tenha sid

  • TRC374/10.5 TBMGR.C125-06-2013MARIA DOMINGAS SIMÕES

    DEPÓSITO BANCÁRIO · NATUREZA JURÍDICA · RESPONSABILIDADE · BANCO

    I. O depósito bancário, consistindo num depósito em dinheiro junto de um banqueiro, assume a natureza jurídica de um contrato de depósito irregular sendo-lhe assim aplicáveis, na medida do possível, as regras do mútuo (art.ºs 1185.º e 1205.º do Código Civil); II. Deste modo, por via da transferência do domínio da coisa e, consequentemente, do risco de perecimento, não ilidindo a instituição banc

  • TRG500/08.4TBEPS.G104-10-2011JOSÉ MANUEL ARAÚJO DE BARROS

    BANCO · DEPÓSITO BANCÁRIO · DIREITO BANCÁRIO · PROVA DA CULPA

    I – Por força das disposições conjugadas dos artigos 1144º, 1206º e 796º, nº 1, do Código Civil, em um contrato de depósito bancário, o risco de perda do montante depositado corre por conta do banco depositário. II - A prova de não culpa do devedor, nos termos previstos no artigo 799º, nº 1, do Código Civil, não tem a virtualidade de afastar o risco que impende sobre o adquirente, conforme ao ref

  • STJ2172/06.1TBGRD.C1.S.103-11-2009URBANO DIAS

    ACÇÃO DE REIVINDICAÇÃO · CONTRATO-PROMESSA COM TRADITIO

    I – O êxito de uma qualquer acção de reivindicação passa sempre pela verificação de uma aquisição originária na pessoa do A., maxime pela via da usucapião, excepto se houver registo de aquisição e não tiver sido ilidida a presunção prevista no artigo 7º do Código de Registo Predial. II – Esta só se verifica pela verificação simultânea do corpus e do animus em relação à coisa objecto de acção, e p

  • TRL4357/2005-620-10-2005FÁTIMA GALANTE

    SOCIEDADE COMERCIAL · COMISSÁRIO · CRÉDITO · PRESCRIÇÃO

    1. O apoio judiciário pode a todo o tempo ser retirado, quando se prove que as circunstâncias que levaram à concessão do apoio judiciário se alteraram 2. A alínea c) do art. 317º do CC reporta-se aos serviços prestados no exercício de profissões liberais, isto é, de actividade lucrativa por conta própria, que não seja de natureza comercial ou industrial, emergente de uma matriz humanista e intel

  • STJ02B397005-12-2002FERREIRA DE ALMEIDA

    DOCUMENTOS PASSADOS EM PAÍS ESTRANGEIRO · DOCUMENTO PARTICULAR · FORÇA PROBATÓRIA

    I - A legalização de documentos passados em país estrangeiro não é hoje requisito da sua autenticidade, a qual só se torna necessária quando se levantarem fundadas dúvidas sobre essa autenticidade. II - Apenas o declaratário pode invocar o documento como prova plena contra o declarante que emitiu uma declaração contrária aos seus interesses; mas, nas relações com terceiros, essa declaração valerá

Referências extraídas do campo de legislação dos próprios acórdãos e validadas contra o articulado que o Lexbase indexa — cada uma liga ao acórdão original no DGSI. Cobertura atual: Tribunal Constitucional · STJ · STA · Relações · TCA Sul e Norte · Tribunal dos Conflitos · Julgados de Paz, 1932–2026. Ainda não abrange toda a jurisprudência portuguesa, pelo que a ausência de acórdãos aqui não significa que nenhum tribunal tenha aplicado esta norma.