Decreto-Lei 47344

Código Civil - CC

Artigo 511.º (Determinação da pessoa do credor)

EM VIGOR
A pessoa do credor pode não ficar determinada no momento em que a obrigação é constituída; mas deve ser determinável, sob pena de ser nulo o negócio jurídico do qual a obrigação resultaria.

Jurisprudência

50 acórdãos aplicam este artigo
  • TRL25505/24.4T8LSB-B.L1-425-02-2026CRISTINA MARTINS DA CRUZ

    OBRIGAÇÕES DURADOURAS · DENÚNCIA · PROMESSA PÚBLICA · PROVIDÊNCIA CAUTELAR COMUM

    I. É extintiva a declaração em que uma parte comunica à outra que o plano de benefícios complementares de assistência na doença deixará de se lhe aplicar a partir de uma data futura. II. Tal declaração configura, e rege-se, pelo regime da denúncia [condição de validade das obrigações nas relações duradouras, por decorrência da proibição da perpetuidade dos vínculos contratuais], e já não pelo reg

  • TRP238/24.5T8VNG.P110-07-2024EUGÉNIA CUNHA

    PROCESSO DE ACOMPANHAMENTO DE MAIOR · INTERESSE DO BENEFICIÁRIO

    I - O processo de acompanhamento de maior é um processo especial, de natureza formalmente contenciosa e substancialmente de jurisdição voluntária – cfr. arts nº1, do 891º, nº2, do 986º, 987º e 988º, do CPC -, com caráter urgente, que se regula pelas disposições que lhe são próprias (v. art. 891º a 905º, do CPC) e pelas disposições gerais e comuns e, em tudo que não estiver previsto numas e noutras

  • TRP113/22.8T8VNG.P104-04-2022EUGÉNIA CUNHA

    PROCESSO DE ACOMPANHAMENTO DE MAIOR · INEPTIDÃO DA PETIÇÃO INICIAL · PRINCÍPIO DO INQUISITÓRIO · PODER VINCULADO

    I - O processo de acompanhamento de maior é um processo especial, de natureza formalmente contenciosa e substancialmente de jurisdição voluntaria – cfr. arts nº1, do 891º, nº2, do 986º, 987º e 988º, do CPC -, com caráter urgente, que se regula pelas disposições que lhe são próprias (v. art. 891º a 905º, do CPC) e pelas disposições gerais e comuns e, em tudo que não estiver previsto numas e noutras

  • TRP22295/19.6T8PRT.P122-03-2021EUGÉNIA CUNHA

    MAIOR ACOMPANHADO · PROCESSO DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA · PROVA PERICIAL · ANULAÇÃO DA DECISÃO

    I - O processo de acompanhamento de maior é um processo especial, de natureza formalmente contenciosa e substancialmente de jurisdição voluntária – cfr. arts nº1, do 891º, nº2, do 986º, 987º e 988º, do CPC -, com caráter urgente, que se regula pelas disposições que lhe são próprias (v. art. 891º a 905º, do CPC) e pelas disposições gerais e comuns e, em tudo que não estiver previsto numas e noutras

  • STJ3944/16.4T8BRG.G1.S111-03-2021ROSA TCHING

    POSSE · CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA · TRADIÇÃO DA COISA · USUCAPIÃO

    I. A qualificação da natureza da posse do promitente comprador que, no âmbito de um contrato promessa de compra e venda de um bem obtém a tradição deste, não emerge do contrato promessa, que não tem, por regra, eficácia translativa, decorrendo, antes, do acordo negocial de entrega antecipada e da efetiva entrega do bem pelo promitente vendedor tendo em vista a antecipação dos efeitos translativos

  • TRL29369/15.0T8LSB.L1-607-06-2018CRISTINA NEVES

    TESTAMENTO · DOENÇA MENTAL · INTERVALOS DE LUCIDEZ · VONTADE EXPRESSA

    I-O dever de fundamentação da decisão de facto, exige actualmente a indicação do processo lógico – racional que conduziu à formação da convicção do julgador, relativamente aos factos que considerou provados ou não provados, de acordo com o ónus de prova que incumbia a cada uma das partes, conforme dispõe, no que concerne à sentença, o artº 607º, nº 4 do CPC, segundo os diversos critérios legais e

  • TRL1776/10.2TVLSB.L1-230-10-2014EDUARDO AZEVEDO

    CONDOMÍNIO · DEVER DE CUIDADO · PRESUNÇÃO DE CULPA

    Sumário, (da responsabilidade do relator) 1- Na apreciação da prova procura-se também um elevado grau da sua veracidade que pode ser revelada pela situação de a realidade ser mais provável que a ausência dela. 2- É ilícita a conduta de um condomínio e de uma empresa de manutenção de elevadores contratada por aquele que tendo o dever de vigilância nas circunstâncias dos autos não previram que um el

  • TRP3784/09.7TBVCD.P109-01-2014ARISTIDES RODRIGUES DE ALMEIDA

    CONTRATO-PROMESSA · EXECUÇÃO ESPECÍFICA · REPRESENTAÇÃO DA HERANÇA · ILEGITIMIDADE

    I - A acção destinada a obter a execução específica de uma promessa de compra e venda celebrada em vida pelo de cujus (promitente-comprador) e um filho (promitente-vendedor) pode ser instaurada pelos demais herdeiros contra o herdeiro promitente, independentemente da autorização deste e sem a necessidade ou possibilidade de este intervir conjuntamente com os demais herdeiros do lado activo da lide

  • TRG360/09.8TCGMR.G113-06-2013ISABEL ROCHA

    CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA · PROMITENTE-COMPRADOR · HERANÇA INDIVISA · LEGITIMIDADE

    I - A actuação em juízo de uma herança indivisa pressupõe a intervenção de todos os herdeiros, correspondendo a uma situação de litisconsórcio necessário, decorrente do artigo 2091º, nº 1 do CC. II - Contudo, em acção em que se pretende exercer um direito da herança contra um co-herdeiro, verifica-se uma impossibilidade de este ter a posição de Autor e Réu. III - Assim, ocorrendo a sua intervenç

  • TRL945/11.2TJLSB.L1-830-05-2013CATARINA ARÊLO MANSO

    ARRENDAMENTO COMERCIAL · USO PARA FIM DIVERSO · DECISÃO SURPRESA · QUESTÃO DE DIREITO

    1. Se o contrato especificar como fim do arrendamento o ramo de comércio ou indústria não pode o arrendatário modificar o ramo, sendo manifestamente diversa a utilização do arrendado como escritório. 2. A falta de razão não é sinónimo de má fé, a não ser quando se demonstra a consciência dessa falta, como também não o é a adopção de condutas parciais em relação à substância do litígio, se estas n

  • TCAS05314/0921-02-2013ANA CELESTE CARVALHO

    ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA, · RESTITUIÇÃO DE FINANCIAMENTO PÚBLICO.

    I. Respeitando o litígio à questão de saber se assiste o direito à autora a ser indemnizada pelo réu pelo montante correspondente ao valor aprovado para o programa de formação “Constelação 2004” e que não foi liquidado pelo réu, no valor de € 230.086,42, com base no instituto do enriquecimento sem causa, previsto no artº 473º do CC, não tem razão de ser pretender dar configuração diferente aos ato

  • TRP272/08.2TBVLC-AT.P128-01-2013CARLOS QUERIDO

    CONFISSÃO · LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO PASSIVO · DEPOIMENTO DE PARTE

    I - Verificando-se a situação de litisconsórcio necessário passivo, deve ser indeferido o pedido de depoimento de parte formulado pelo autor relativamente apenas a um dos réus litisconsortes, face à impossibilidade de confissão na situação processual referida, por ineficácia, atenta a imperatividade da parte final do n.º 2 do artigo 353.º do Código Civil, conjugado com o disposto no n.º 2 do artig

  • TRL2991/10.4TBSXL.L1-825-10-2012ISOLETA COSTA

    COMERCIANTE · PROVEITO COMUM DO CASAL · QUESTÃO DE FACTO · QUESTÃO DE DIREITO

    1. Ser «comerciante», não é facto mas conceito de direito que por isso não deve constar das respostas à base instrutória, artº 646º nº4 do Código de Processo Civil e 13º do Código Comercial. 2. A qualidade de comerciante obtém-se a partir da prova de factos de onde decorra o exercício continuado de actos substancialmente de comércio. 3. Ser sócio gerente de uma sociedade comercial não acarreta a

  • TRL67/10.3TVPRT.L1-106-03-2012ANA GRÁCIO

    LIBERDADE DE IMPRENSA · LIBERDADE DE INFORMAÇÃO · DIREITO AO BOM NOME · OFENSAS AO BOM NOME

    1 - A matéria de facto respeita à averiguação dos factos que abrangem, não apenas as ocorrências concretas da vida real, mas também os eventos do foro interno, situado no domínio cognitivo-sensorial do indivíduo. 2 – Mas já não se pode “quesitar” se as alusões feitas na notícia são falsas no que respeita à autora, pois não contém verdadeiramente matéria de facto, mas antes matéria puramente concl

  • TRL1633/05.4TBALQ.L1-824-03-2011CATARINA ARÊLO MANSO

    BRISA AUTO-ESTRADAS DE PORTUGAL · ACIDENTE DE VIAÇÃO · RESPONSABILIDADE CIVIL · LENÇOL DE ÁGUA

    I - Com a publicação da Lei n.º 24/2007, de 18-07, decorrendo do art. 12.º que, em caso de acidente rodoviário em auto-estradas, designadamente em razão de “líquidos na via” (al. c) do n.º 1), o ónus da prova do cumprimento das obrigações de segurança pertence à concessionária. II - A Brisa, enquanto concessionária, está obrigada, salvo caso de força maior devidamente verificado, a assegurar perm

  • STJ4270/07.5TVLSB.L1.S102-03-2011SALAZAR CASANOVA

    CONTRATO DE EMPREITADA · DONO DA OBRA · FALTA DE PAGAMENTO · PREÇO

    I - Não sendo a ré demandada a proprietária do terreno onde a obra foi realizada, não pode ser condenada a pagar o preço da obra que foi adjudicada ao empreiteiro por outra entidade. II - Cedida a uma determinada entidade – in casu uma Associação com personalidade jurídica – a utilização de determinados terrenos integrados no património de Instituto Público e pretendendo essa Associação realizar

  • TRC434/05.4TBNZR.C111-05-2010n.º 1FREITAS NETO

    DEPÓSITO BANCÁRIO · CONTA À ORDEM · CONTA SOLIDÁRIA

    1. A solidariedade estipulada no contrato de depósito é necessariamente activa, visto que só pode funcionar em benefício dos depositantes, dado haver sempre uma unidade de devedor (o banco); mas poder verificar-se a pluralidade de credores (os clientes - depositantes). 2. A solidariedade activa da conta, que beneficia os titulares, não é consequência simétrica da solidariedade passiva destes, qua

  • STJ340/06.5TBPNH.C1.S112-11-2009n.º 1SANTOS BERNARDINO

    CONTRATO DE ABERTURA DE CONTA · CONTA SOLIDÁRIA · DESCOBERTO BANCÁRIO · RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA

    1. Por via do contrato de abertura de conta ou conta-corrente bancária, o banco obriga-se, fundamentalmente, a prestar ao seu cliente o chamado serviço de caixa, efectuando os pagamentos solicitados e a cobrança de valores e, em geral, recebendo dinheiro ou valores por conta do cliente, registando em conta-corrente as várias operações que se forem sucedendo. 2. No caso de conta-corrente co-titu

  • TRL8935/2007-107-07-2009RUI MOURA

    ENUMERAÇÃO DOS FACTOS PROVADOS E NÃO PROVADOS · FACTOS CONCRETOS · NULIDADE DA DECISÃO

    A selecção dos factos assentes e dos que integram a base instrutória tem de ser feita por forma criteriosa, não se podendo neles englobar conceitos jurídicos e/ou conclusões, mas tão-só factos concretos.

  • TRL10280/2008-804-06-2009CATARINA ARÊLO MANSO

    AUDIÊNCIA PRELIMINAR · BASE INSTRUTÓRIA · NULIDADE DA DECISÃO · DEPOIMENTO DE PARTE

    1.Não pode ser reposta por despacho, uma decisão que tenha sido anulada com o respectivo suporte factual. 2. A audiência preliminar pode ser dispensada se nela se vai apenas fixar os factos assentes e a BI. (Sumário da Relator)

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Referências extraídas do campo de legislação dos próprios acórdãos e validadas contra o articulado que o Lexbase indexa — cada uma liga ao acórdão original no DGSI. Cobertura atual: Tribunal Constitucional · STJ · STA · Relações · TCA Sul e Norte · Tribunal dos Conflitos · Julgados de Paz, 1932–2026. Ainda não abrange toda a jurisprudência portuguesa, pelo que a ausência de acórdãos aqui não significa que nenhum tribunal tenha aplicado esta norma.