Decreto-Lei 47344

Código Civil - CC

Artigo 502.º (Danos causados por animais)

EM VIGOR
Quem no seu próprio interesse utilizar quaisquer animais responde pelos danos que eles causarem, desde que os danos resultem do perigo especial que envolve a sua utilização.

Jurisprudência

119 acórdãos aplicam este artigo
  • TRG421/24.3T8PTL.G102-07-2026JOSÉ LINO ALVOEIRO

    RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRA CONTRATUAL · CULPA DO LESADO

    I - A obrigação de indemnizar pode fundar-se no incumprimento de deveres destinados a prevenir determinados perigos. II - Existindo dois acessos pedonais a um parque de estacionamento de um estabelecimento comercial, age culposamente o lesado que circula por um talude em detrimento da utilização devida e esperada, de acordo com a diligência do homem médio colocado perante as mesmas circunstâncias

  • TRL14586/19.2T8LSB.L1-A-207-05-2026LAURINDA GEMAS

    REVELIA · NULIDADE DA CITAÇÃO

    SUMÁRIO (da exclusiva responsabilidade da Relatora – art. 663.º, n.º 7, do CPC): I – O recurso extraordinário de revisão é um meio processual, com a natureza de ação autónoma, que permite a quem tenha ficado vencido ou prejudicado num processo anteriormente terminado, a sua reabertura, mediante a invocação de certos fundamentos taxativamente fixados na lei – cf. art. 696.º do CPC. II – Ocorre um

  • TRL21650/22.9T8LSB.L1-205-02-2026TERESA BRAVO

    RESPONSABILIDADE CIVIL · LEGITIMIDADE PASSIVA · CÃO · DETENTOR

    Sumário: Tem legitimidade processual passiva (para ser demandado em ação de responsabilidade civil pelos danos provocados por um canídeo) o Réu que, na causa de pedir da ação principal, é demandado como “detentor do canídeo”, ou seja, como o agente responsável pelo dever de vigilância do animal, nos termos do art. 493º do CC, independentemente de ser ou não o proprietário registado daquele.

  • TRL9383/22.0T8SNT.L1-713-01-2026LUÍS FILIPE PIRES DE SOUSA

    DANOS CAUSADOS POR IMÓVEL · INCÊNDIO · PRESUNÇÃO DE CULPA E DE ILICITUDE · ILISÃO DA PRESUNÇÃO

    Sumário: da responsabilidade do relator: I. O Artigo 493º, nº1, do Código Civil (danos causados por coisas) consagra uma presunção de culpa e de ilicitude. II. O dever de vigilância do detentor/proprietário da coisa imóvel consiste numa obrigação de supervisão, controlo, monitorização e informação sobre as fontes possíveis e/ou previsíveis de risco de eclosão e produção de prejuízos para terceir

  • TRL1018/24.3T8PDL.L1-211-09-2025PEDRO MARTINS

    VEÍCULOS A MOTOR · CIRCULAÇÃO · ATIVIDADE PERIGOSA · ASSENTO

    Sumário: I – A circulação de veículos a motor é uma actividade perigosa por sua própria natureza para efeitos do art. 493/2 do CC e o assento do STJ n.º 1/80, que diz o contrário, deve deixar de ser aplicado. II – O dano morte deve ser indemnizado mesmo que não se provem outros factos para além da perda da vida. III – O sofrimento dos pais com a morte dos filhos é a regra geral e só circunstânc

  • TRE1540/23.9T8EVR.E110-07-2025MARIA DOMINGAS SIMÕES

    RESPONSABILIDADE POR FACTO ILÍCITO · PERIGOSIDADE · ANIMAL · CULPA DO LESADO

    I. Tendo-se a autora introduzido em prédio de natureza privada no qual pastava o gado bovino, a fim de utilizar um carreiro ali existente para aceder a uma ecopista situada nas proximidades, quando tinha disponíveis acessos público livres de animais, fazendo-se ainda acompanhar de um canídeo ao qual reagiu um daqueles animais, ferindo a demandante numa perna, é de considerar que contribuiu culposa

  • TRG33/23.9T8TMC.G110-07-2025LUÍS MIGUEL MARTINS

    ACIDENTE DE VIAÇÃO · ANIMAIS · DEVER DE VIGILÂNCIA · PRESUNÇÃO DE CULPA

    Circulando ovelhas na via pública, desacompanhadas de qualquer condutor, é de presumir judicialmente a culpa do vigilante dos animais pela eclosão do sinistro em que as mesmas foram intervenientes, por violação do art. 11.º, n.º 1 do Código da Estrada, não se provando concomitantemente qualquer responsabilidade do condutor que embateu nas mesmas com o seu veículo.

  • TRP9559/19.8T8PRT.P126-05-2025FERNANDA ALMEIDA

    VIGILÂNCIA DE COISA IMÓVEL · PRESUNÇÃO DE CULPA · PASSAGEM FORÇADA MOMENTÂNEA

    I - No caso do n.º 1 do art. 493.º CC, quem estiver obrigada à vigilância de coisa móvel ou imóvel ou de animal, tem sobre si a presunção de culpa (salvo se provar que nenhuma culpa houve da sua parte), em caso da ocorrência de danos em pessoas ou bens de terceiros. Segundo a orientação mais moderna, esta presunção de culpa abrange também a presunção de ilicitude e mesmo a de causalidade. II - A

  • TRL149/22.9T8MFR.L1-622-05-2025JOÃO MANUEL P. CORDEIRO BRASÃO

    CULPA IN VIGILANDO · ANIMAL · DANO CAUSALIDADE ADEQUADA

    (Sumário elaborado pelo Relator): - Relativamente à responsabilidade por danos causados por animais, o art.º 493º, n.º 1, do C. Civil, estabelece uma presunção legal de culpa por parte de quem tiver assumido a vigilância de animais; - Trata-se de uma situação típica de culpa in vigilando, em que o dano resulta da omissão do dever de guarda dos animais, cuja presunção de culpa radica na perigosid

  • TRP2271/22.2T8BCL.P129-04-2025RODRIGUES PIRES

    PESSOA COLETIVA · VIOLAÇÃO DO DIREITO AO BOM NOME · PUBLICAÇÃO DE NOTÍCIA · DIRETOR DO PERIÓDICO

    I – Em consonância com o art. 20º, nº 1, al. a) da Lei de Imprensa, recai sobre o diretor do periódico um dever especial de conhecimento antecipado das matérias a publicar e que hão de constituir o seu conteúdo, de modo a obstar à publicação daquelas que possam integrar um tipo legal de crime ou constituir um facto ilícito gerador de responsabilidade civil. II – Dessa obrigação decorre uma presun

  • TRE312/23.5T8CTX.E109-04-2025FILIPE AVEIRO MARQUES

    DANOS PROVOCADOS POR ANIMAIS · CULPA · NEXO DE CAUSALIDADE · RESPONSABILIDADE CIVIL

    Sumário: 1. Para o cumprimento do ónus previsto no artigo 640.º, n.º 1, do CPC, os concretos pontos de facto impugnados devem ser indicados nas conclusões do recurso. 2. A rejeição do recurso sobre a matéria de facto não opera em bloco, antes deve avaliar-se cada um dos concretos pontos impugnados, só se rejeitando onde fique afectada gravemente a análise do recurso ou a contraditoriedade pela

  • TRG363/24.2T8BCL.G102-04-2025JOAQUIM BOAVIDA

    ACÇÃO DE SIMPLES APRECIAÇÃO NEGATIVA · INTERESSE EM AGIR · EXCEPÇÃO DILATÓRIA · FALTA DE CONVITE A APERFEIÇOAMENTO

    Em ação de simples apreciação negativa, a falta de alegação dos factos que consubstanciam o interesse em agir, enquanto pressuposto processual, é suscetível de sanação, mediante convite ao autor, ao abrigo do disposto no artigo 6º, nº 2, do CPC.

  • TRG2513/23.7T8VCT.G106-02-2025PAULA RIBAS

    PROVA POR DECLARAÇÕES DE PARTE · RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRA CONTRATUAL · DANOS CAUSADOS POR ANIMAL

    1 - Numa situação em que as declarações de ambas as partes têm relevo para a decisão da matéria de facto, há que perceber quais delas encontram maior apoio na restante prova produzida e, por essa via, permitir a afirmação da sua maior credibilidade, considerando as particularidades do caso concreto. 2 – O proprietário de um animal responde pelos danos por ele causados nos termos do art.º 502.º do

  • TRP6625/21.3T8VNG.P113-01-2025MENDES COELHO

    DANOS CAUSADOS POR ANIMAL · DEVER DE VIGILÂNCIA · PRESUNÇÃO DE CULPA · RESPONSABILIDADE PELO RISCO

    I – O “dever especial de vigilância” previsto no art. 11º do DL nº315/2009 de 29 de outubro, relativo à detenção de animais perigosos e potencialmente perigosos enquanto animais de companhia (“O detentor de animal perigoso ou potencialmente perigoso fica obrigado ao dever especial de o vigiar, de forma a evitar que este ponha em risco a vida ou a integridade física de outras pessoas e de outros an

  • TRG1309/22.8T8GMR.G128-11-2024MARGARIDA PINTO GOMES

    RESPONSABILIDADE EXTRA CONTRATUAL · FRACÇÃO AUTÓNOMA · INUNDAÇÃO · DANOS CAUSADOS POR EDIFÍCIOS OU OUTRAS OBRAS

    Nos termos do nº 1 do artº 493º do Código Civil, não conseguindo a autora provar que as águas que inundaram e danificaram o seu apartamento provieram do interior do apartamento do réu, não se mostra preenchido, nos termos do artº 342º do Código Civil, o ónus da prova, que sobre a mesma incidia, de que o facto danoso teve origem ou causa na coisa sob vigilância daquele.

  • TRP4484/23.0T8PRT.P111-11-2024EUGÉNIA CUNHA

    DECLARAÇÕES DE PARTE · RESPONSABILIDADE POR DANOS CAUSADOS POR ANIMAL · PRESUNÇÃO DE CULPA · RESPONSABILIDADE PELO RISCO

    I - O Tribunal da Relação em sede de reapreciação da matéria de facto goza dos mesmos poderes e está sujeito às mesmas regras de direito probatório que se aplicam ao Tribunal de 1ª instância, competindo-lhe proceder a análise autónoma, conjunta e crítica dos meios probatórios convocados pelo recorrente ou outros que os autos forneçam, introduzindo as, devidas, alterações solicitadas. II - O depo

  • TRP1598/20.2T8MTS.P110-07-2024MANUEL DOMINGOS FERNANDES

    REAPRECIAÇÃO DA MATÉRIA DE FACTO · EXAMES MÉDICO-LEGAIS · AUTORIDADE DO CASO JULGADO · RESPONSABILIDADE DO COMITENTE

    I - O Tribunal da Relação goza no âmbito da reapreciação da matéria de facto dos mesmos poderes e está sujeito às mesmas regras de direito probatório que se aplicam ao juiz em 1ª instância, competindo-lhe proceder à análise autónoma, conjunta e crítica dos meios probatórios convocados pelo recorrente ou outros que os autos disponibilizem, introduzindo, nesse contexto, as alterações que se lhe most

  • TRL669/22.5T8VPV.L1-820-06-2024CARLA FIGUEIREDO

    ACIDENTE DE VIAÇÃO · GADO · DEVER DE VIGILÂNCIA · ENCANDEAMENTO

    - O ponto XXXIV dos factos provados “O Autor ia distraído na condução”, sendo claramente conclusivo, pois pode encerrar, em si mesmo, a solução (mesmo que parcial) da demanda, deve ser eliminado do elenco dos factos provados (art. 662º, nº 1 do CPC); - A condutora do veículo segurado na 1ª Ré que, na tentativa de alertar o condutor do veículo do Autor para a presença de um animal bovino na via, a

  • TRL1686/20.5T8FNC.L2-209-05-2024CARLOS CASTELO BRANCO

    ACIDENTE DE VIAÇÃO · PARTICIPAÇÃO DE ACIDENTE DE VIAÇÃO · FORÇA PROBATÓRIA · CULPA EXCLUSIVA

    I) O auto de participação de acidente de viação – e o aditamento à mesma - complementado com os fotogramas que acompanham o dito aditamento, constitui um documento autêntico, uma vez que emana de um órgão de polícia criminal a quem é reconhecida competência para a sua elaboração, mas a sua força probatória plena limita-se aos factos praticados pelo documentador e por ele atestados ou presenciados.

  • TRG6/24.4T8ALJ-A.G130-04-2024JOSÉ CRAVO

    INVENTÁRIO · REMESSA PARA OS MEIOS COMUNS · DIREITO À PROVA · PROVAS ILÍCITAS

    I - É no processo de inventário que, por regra, devem ser suscitadas, apreciadas e resolvidas todas as questões que importem à exacta definição do acervo patrimonial a partilhar, maxime as que são objecto de reclamação de relação de bens. II - Nos termos do art. 1093º/1, ex vi do art. 1105º/3, ambos do CPC, a apreciação e julgamento de qualquer questão suscitada em reclamação de relação de bens s

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Referências extraídas do campo de legislação dos próprios acórdãos e validadas contra o articulado que o Lexbase indexa — cada uma liga ao acórdão original no DGSI. Cobertura atual: Tribunal Constitucional · STJ · STA · Relações · TCA Sul e Norte · Tribunal dos Conflitos · Julgados de Paz, 1932–2026. Ainda não abrange toda a jurisprudência portuguesa, pelo que a ausência de acórdãos aqui não significa que nenhum tribunal tenha aplicado esta norma.