Decreto-Lei 48/95

Código Penal - CP

Artigo 265.º Passagem de moeda falsa

EM VIGOR desde 24/12/2021
1 - Quem, por qualquer modo, incluindo a exposição à venda, passar ou puser em circulação: a) Como legítima ou intacta, moeda falsa, falsificada, fabricada sem autorização legal ou em desrespeito pelas condições em que as autoridades competentes podem emitir moeda; ou b) Moeda metálica depreciada, pelo seu pleno valor; ou c) (Revogada.) é punido, no caso da alínea a), com pena de prisão até 5 anos e, no caso da alínea b), com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias. 2 - Se o agente só tiver conhecimento de que a moeda é falsa ou falsificada depois de a ter recebido, é punido: a) No caso de alínea a) do número anterior, com prisão até 1 ano ou multa até 240 dias; b) No caso da alínea b) do número anterior, com pena de multa até 90 dias. 3 - (Revogado.)

Jurisprudência

64 acórdãos aplicam este artigo
  • STJ335/23.4GCSTB.E1.S123-04-2026ADELINA BARRADAS OLIVEIRA

    RECURSO DE ACÓRDÃO DA RELAÇÃO · HOMICÍDIO QUALIFICADO · DETENÇÃO DE ARMA PROIBIDA · DUPLA CONFORME

    I - É suscetível de revelar a especial censurabilidade ou perversidade a que se refere o número anterior, entre outras, a circunstância de o agente ser determinado por ódio racial, religioso, político ou gerado pela cor, origem étnica ou nacional, pelo sexo, pela orientação sexual ou pela identidade de género da vítima; II - Não existe uma definição de crimes de ódio, mas, ainda que não tenhamos

  • TRL3559/24.3JFLSB-A.L1-922-01-2026MARIA DE FÁTIMA R. MARQUES BESSA

    PERDA DE INSTRUMENTO DO CRIME · PERDA DE OBJECTOS · MOEDA FALSA

    (da responsabilidade da Relatora) I. A perda de instrumentos a favor do estado tem dois pressupostos (art.º 109.º, do CP): - um pressuposto formal: os objectos que serviram para a prática de factos ilícitos típicos, ou que estivessem destinados a servir para a sua prática, não sendo necessário que esse crime se tenha consumado, nem seja imputável ao arguido; e - um pressuposto material: instrum

  • TRL24/23.0GFVFX.L1-319-11-2025FRANCISCO HENRIQUES

    CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA · MEDIDAS DE GESTÃO · JUIZ NATURAL · FURTO

    (da responsabilidade do Relator) 1. Constrangimentos de agenda do Tribunal, a urgência do processo n.º 24/23.0GFVFX — de elevada complexidade, com doze arguidos (três em prisão preventiva até ... de ... de 2025), noventa e nove testemunhas de acusação e onze pedidos cíveis —, justifica a implementação de uma solução de gestão pelo Conselho superior da Magistratura que assegure o julgamento no pra

  • TRL622/21.6PASNT.L1-504-11-2025SANDRA OLIVEIRA PINTO

    PASSAGEM DE MOEDA FALSA · OMISSÃO DE PRONÚNCIA · REJEIÇÃO DO RECURSO EM MATÉRIA DE FACTO · IN DUBIO PRO REO

    Sumário: I- O regime legal previsto para a escolha e determinação da medida das penas impõe um exercício vinculado, constituindo critérios gerais orientadores os de que a aplicação de penas e de medidas de segurança visa a proteção de bens jurídicos e a reintegração do agente na sociedade (artigo 40º, nº 1 do Código Penal), devendo a execução da pena de prisão, servindo a defesa da sociedade e pr

  • TRP1847/10.5T2AVR-A.P105-03-2025MARIA DOS PRAZERES SILVA

    ARGUIDO · DECLARAÇÃO DE CONTUMÁCIA · CONSEQUÊNCIAS · CADUCIDADE

    I – De acordo com o disposto no artigo 335.º, n.º 3, do Código Processo Penal, a declaração de contumácia implica a suspensão dos termos posteriores do processo até à apresentação ou à detenção do arguido, sendo apenas admissível a prática de atos urgentes. II – A caducidade da contumácia ocorre exclusivamente com a apresentação do arguido ou com a sua detenção, nos termos do artigo 336.º, n.º 1,

  • TRL15/19.5JFLSB.L1-508-10-2024PEDRO JOSÉ ESTEVES DE BRITO

    PENA DE PRISÃO · SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO DA PENA · CONDUTA ANTERIOR E POSTERIOR AO FACTO

    (da responsabilidade do relator) I. Na ponderação sobre a “conduta anterior e posterior” ao crime, com vista a decidir sobre uma pena de prisão deve ser ou não suspensa na sua execução (cfr. art.º 50.º, n.º 1, do C.P.), relevam não só os crimes cometidos antes e depois do crime em causa, como aqueles que, tendo sido cometidos em data anterior, só posteriormente foram alvo de condenação.

  • TC767/202319-12-2023Maria Benedita Urbano
  • TRP2619/17.1T8VFR.P113-11-2023ANABELA MORAIS

    MEDIDA DE CONFIANÇA A INSTITUIÇÃO COM VISTA A FUTURA ADOÇÃO · MEDIDAS DE PROMOÇÃO E PROTEÇÃO · SUPERIOR INTERESSE DA CRIANÇA

    I - Na valoração das declarações da mãe do menor, no âmbito do processo judicial de promoção e protecção de menor para aplicação de medida de promoção e protecção confiança a instituição com vista a adopção, não pode deixar de se ponderar o seu particular interesse no objecto dos autos, não apresentando as mesmas força probatória suficiente para, desacompanhadas de prova corroborante, sustentar a

  • TC784/202226-09-2023Maria Benedita Urbano
  • TRE2/18.0GBGDL.E106-06-2023MOREIRA DAS NEVES

    DECLARAÇÕES DO ARGUIDO · DEPOIMENTO TESTEMUNHAL · LIVRE APRECIAÇÃO DA PROVA

    I. Não há paridade probatória entre as declarações do arguido e o depoimento de uma testemunha. II. Em decorrência da presunção de inocência, com exceção das perguntas sobre a sua identidade, o arguido goza do direito ao silêncio (artigo 61.º, § 1.º, al. d) CPP), prerrogativa de não autoincriminação, corolário do processo equitativo (fair trial), a que se reportam os artigos 20.º, § 4.º da Consti

  • TRE390/12.2GEBNV.E107-02-2023ARTUR VARGUES

    REABERTURA DA AUDIÊNCIA · REGIME PENAL MAIS FAVORÁVEL · PRISÃO POR DIAS LIVRES · REGIME DE PERMANÊNCIA NA HABITAÇÃO

    Valorando as condenações que o recorrente sofreu por crimes praticados após o trânsito em julgado da sentença lavrada nestes autos e ponderando também que se encontra em liberdade (condicional) apenas desde Julho de 2020, entende-se que a substituição por qualquer pena não privativa da liberdade não previne a prática de futuros crimes, nem contribui para a reintegração do recorrente na sociedade.

  • TRL124/14.7YELSB-A.L1-507-06-2022FERNANDO VENTURA

    ALTERAÇÃO SUBSTANCIAL DOS FACTOS · NOVOS FACTOS NÃO AUTONOMIZÁVEIS · PRINCÍPIO NE BIS IN IDEM · VIOLAÇÃO DAS REGRAS DE SEGURANÇA

    1. Nos termos da disciplina normativa contida nos artigos 358.º e 359.º do CPP, a alteração substancial dos factos em audiência constitui incidente da fase de julgamento, que se desdobra operativamente em vários momentos e diversos atos judiciais. 2. O primeiro momento é constituído pela verificação pelo tribunal que a prova produzida em audiência levou a que se averiguasse indiciariamente de fa

  • STJ192/16.7GDSTB.1.S126-05-2021CONCEIÇÃO GOMES

    RECURSO PER SALTUM · CÚMULO JURÍDICO · CONCURSO DE INFRAÇÕES · CONHECIMENTO SUPERVENIENTE

  • TRE560/15.1GAVNO.E111-05-2021MARIA FERNANDA PALMA

    CRIME DE BURLA · MODO DE VIDA

    Embora não directamente relacionado com o critério do bem jurídico, a burla consubstancia, também, um crime material ou de resultado, que apenas se consuma com a saída das coisas ou dos valores da esfera de “disponibilidade fáctica” do sujeito passivo ou da vítima e, assim, quando se dá um “evento” que, embora integre uma consequência da conduta do agente, se apresenta autónomo em relação a ela. N

  • STJ628/17.0PYLSB-B.S128-04-2021ANA BARATA BRITO

    HABEAS CORPUS · PRESSUPOSTOS · REPETIÇÃO DA MOTIVAÇÃO · CASO JULGADO

  • STJ628/17.0PYLSBA.S107-04-2021PAULO FERREIRA DA CUNHA

    HABEAS CORPUS · PASSAGEM DE MOEDA FALSA · MANDADO DE DETENÇÃO · PERDÃO

    I - No sistema português do Habeas Corpus há duas modalidades da providência: uma que realmente versa sobre a prisão ilegal (art. 222.º, do CPP) e outra que se preocupa com a detenção ilegal (art. 220.º, do CPP). Não podem ser confundidas, e as competências para as mesmas são de órgãos jurisdicionais diversos. II - A taxatividade (numerus clausus) das als. do art. 222.º, n.º 2 exprime, sem dúvida,

  • TC22/2026-11-2020Pedro Machete
  • TRE476/17.8GVSTR.E122-09-2020ANA BRITO

    CONVERSAS INFORMAIS

    1 - O núcleo irredutível do nemo tenetur reside na não obrigatoriedade de contribuir para a auto-incriminação através da palavra, no sentido de declaração prestada no processo e para o processo. A auto-incriminação, a existir, tem de ser livre, voluntária e esclarecida. 2 - Apresentando-se como processualmente incontroverso que, no momento em que a autoridade policial ouve o arguido “informalm

  • STJ88/11.9JACBR.C1.S127-11-2019PIRES DA GRAÇA

    RECURSO PENAL · PASSAGEM DE MOEDA FALSA · CO-AUTORIA · PENA RELATIVAMENTE INDETERMINADA

    I - O art. 265.º do CP, sobre passagem de moeda falsa dispõe: 1 - Quem, por qualquer modo, incluindo a exposição à venda, passar ou puser em circulação: a) Como legítima ou intacta, moeda falsa, falsificada, fabricada sem autorização legal ou em desrespeito pelas condições em que as autoridades competentes podem emitir moeda; ou b) Moeda tálica depreciada, pelo seu pleno valor; ou c) (Re

  • TRC151/15.7JACBR.C129-11-2017n.º 1ELISA SALES

    PASSAGEM DE MOEDA FALSA · TIPO OBJECTIVO

    I – Estando provado que o destino último da “nota” era a utilização como se verdadeira fosse, a circunstância de o arguido ter comunicado à pessoa a quem a entregou que a mesma era falsa não afasta a relevância da actuação, como modalidade da acção típica do crime de passagem de moeda falsa, p. e p. pelo artigo 265.º, n.º 1, al. a), do CP. II – Com efeito, aquela norma não exige, como elemento c

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Referências extraídas do campo de legislação dos próprios acórdãos e validadas contra o articulado que o Lexbase indexa — cada uma liga ao acórdão original no DGSI. Cobertura atual: Tribunal Constitucional · STJ · STA · Relações · TCA Sul e Norte · Tribunal dos Conflitos · Julgados de Paz, 1932–2026. Ainda não abrange toda a jurisprudência portuguesa, pelo que a ausência de acórdãos aqui não significa que nenhum tribunal tenha aplicado esta norma.