Lei 5/2006

Regime jurídico das armas e suas munições

Artigo 50.º Cassação do alvará

EM VIGOR
1 - O director nacional da PSP pode determinar a cassação do alvará de armeiro nos seguintes casos: a) Incumprimento das disposições legais fixadas para a prática da actividade; b) Alteração dos pressupostos em que se baseou a concessão do alvará; c) Por razões de segurança e ordem pública. 2 - A cassação do alvará é precedida de um processo de inquérito, instruído pela PSP com todos os documentos atinentes ao fundamento da cassação relativos à infracção e com outros elementos que se revelem necessários. 3 - O armeiro a quem for cassado o alvará deve encerrar a instalação no prazo de quarenta e oito horas após a notificação da decisão, sob pena de incorrer em crime de desobediência qualificada, sem prejuízo de a PSP optar por outro procedimento, nomeadamente o imediato encerramento e selagem preventiva das instalações.

Jurisprudência

9 acórdãos aplicam este artigo
  • TC45/202515-05-2025Dora Lucas Neto
  • TRG103/16.0GACRZ.G115-05-2023FÁTIMA SANCHES

    CONTINUIDADE DA AUDIÊNCIA · IRREGULARIDADE PROCESSUAL

    I- Antes da alteração legislativa produzida pela Lei nº 27/2015, de 14.04, estatuía o nº6 do artigo 328º do Código de Processo Penal, na redação conferida pela Lei nº 48/2007, de 29.08, com a Retificação da Lei nº 105/2007, de 09.11, que “O adiamento não pode exceder 30 dias. Se não for possível retomar a audiência neste prazo, perde eficácia a produção de prova já realizada.” II- A Lei nº 27/20

  • STJ66/18.7PECBR.C1.S109-09-2020MANUEL AUGUSTO DE MATOS

    RECURSO PENAL · DETENÇÃO DE ARMA PROIBIDA · TRÁFICO DE MENOR GRAVIDADE · TRÁFICO DE ESTUPEFACIENTES

    I - O sentido textual da 2.ª parte da alínea d) do n.º 1 do artigo 86.º da Lei n.º 5/2006, de 23 de Fevereiro, referenciando o universo das munições de armas de fogo, justifica a sua aplicação à situação de facto provada relativa à detenção das 9 munições de arma de calibre 6,35. O crime correspondente deverá, pois, ser punido nos termos da indicada disposição normativa. II - O crime de tráfico

  • TRE127/16.7GBSTC.E110-04-2018GOMES DE SOUSA

    INDEMNIZAÇÃO OFICIOSA · RECURSO · ALÇADA

    No caso de recurso de indemnização arbitrada oficiosamente ao abrigo do disposto no artigo 82º-A do C.P.P. e artigo 21.º da Lei n.º 112/2009, de 16 de Setembro, a primeira regra da dupla sucumbência contida no artigo 400º, nº 2 do C.P.P. não é aplicável por ausência de pedido cível, estando essa admissibilidade do recurso dependente do montante arbitrado. Desta forma, utilizando apenas o segundo c

  • TRE218/14.9GBCCH.E125-10-2016JOÃO AMARO

    HOMICÍDIO TENTADO · FUNDAMENTAÇÃO DA MATÉRIA DE FACTO · LIVRE APRECIAÇÃO DA PROVA

    I – Cumpre-se o dever legal de fundamentação da decisão fáctica, com exame crítico das provas, se o tribunal não só indicou, com detalhe, o conjunto da prova em que fez assentar a sua convicção, como fez também, pertinentemente, uma apreciação crítica dessa mesma prova, designadamente com referência aos motivos que o levaram a dar credibilidade às declarações do ofendido e a não atribuir credibili

  • TRL596/13.7PZLSB.L1-507-07-2015JOSÉ ADRIANO

    ARMA PROIBIDA

    - A lei, ao punir a detenção do bastão, fá-lo independentemente do uso que lhe seja dado pelo seu possuidor, porque parte do pressuposto de que foi criado exclusivamente para o aludido fim - ser empunhado como meio de agressão ou defesa -, colocando-o no mesmo patamar que os «engenhos ou instrumentos construídos exclusivamente com o fim de serem utilizados como arma de agressão», razão pela qual n

  • TRE40/09.4PEEVR.E226-06-2012ANA BARATA BRITO

    TRÁFICO DE ESTUPEFACIENTES · CRIME EXAURIDO · NE BIS IN IDEM · MEDIDA DA PENA

    1. O tráfico de estupefacientes é um crime exaurido, excutido ou de empreendimento, consumando-se no primeiro acto de execução, sendo os actos posteriores a continuação do crime já iniciado. 2. Estando provado que de Outubro de 2009 a Junho de 2010 os arguidos se dedicaram a transacção de haxixe, e que a 8 de Abril de 2010 adquiriram haxixe em Espanha que tencionavam comercializar em Portugal,

  • TRP1/08.0GAVRL.P106-07-2011LUÍS TEIXEIRA

    ARMA PROIBIDA

    A Lei das Armas (Lei 5/2006) na referência a engenho explosivo civil não abrange os artefactos pirotécnicos destinados a uso lúdico e enquadrados por regulamentação específica.

  • STJ08P196710-07-2008FERNANDO FRÓIS

    HOMICÍDIO QUALIFICADO · TENTATIVA · MEDIDA DA PENA · CULPA

    I - Nos termos do art. 71.º, n.º 1, do CP, a determinação da medida da pena, dentro dos limites definidos na lei, é feita em função da culpa do agente e das exigências de prevenção. II - A culpa concreta constitui o suporte axiológico-normativo da pena e, também, o limite máximo desta. Nas palavras de Figueiredo Dias (Direito Penal Português – As Consequências Jurídicas do Crime, Aequitas, Edito

Referências extraídas do campo de legislação dos próprios acórdãos e validadas contra o articulado que o Lexbase indexa — cada uma liga ao acórdão original no DGSI. Cobertura atual: Tribunal Constitucional · STJ · STA · Relações · TCA Sul e Norte · Tribunal dos Conflitos · Julgados de Paz, 1932–2026. Ainda não abrange toda a jurisprudência portuguesa, pelo que a ausência de acórdãos aqui não significa que nenhum tribunal tenha aplicado esta norma.