Decreto-Lei 195/2000

Aprova o Regulamento da Homologação CE do Sistema de Travagem dos Automóveis e Seus Reboques

Artigo 101.º

EM VIGOR
Compatibilidade entre o dispositivo de comando e os travões de um veículo 1 - Deve verificar-se no veículo, tendo em conta as características do dispositivo de comando referidas no anexo V, e dos travões referidos no anexo VI, assim como as características do reboque referidas no ponto 4 do anexo VII do presente diploma, que dele fazem parte integrante, se o sistema de travagem de inércia do reboque está em conformidade com as condições prescritas. 2 - Quanto aos controlos gerais para todos os tipos de travões: a) As partes da transmissão que não tiverem sido controladas ao mesmo tempo que o dispositivo de comando ou os travões devem ser controladas no veículo; b) Os resultados do controlo devem ser assinalados no anexo VII, que faz parte integrante deste diploma, nomeadamente i(índice H1) e (eta)(índice H1)). 3 - Quanto às massas: a) A massa máxima G(índice A) do reboque não deve ultrapassar a massa máxima G'(índice A), para a qual o dispositivo de comando é autorizado; b) A massa máxima G(índice A) do reboque não deve ultrapassar a massa máxima G(índice B), que pode ser imobilizada pela acção comum de todos os travões do reboque. 4 - Quanto às forças: a) O limiar de solicitação K(índice A) não deve ser inferior a 0,02 x g x G(índice A) nem superior a 0,04 x g x G(índice A); b) A força de compressão máxima D(índice 1) não deve ser superior a 0,10 x g x G(índice A) para os reboques com lança rígida, nem a 0,067 x g x G(índice A) para os reboques de vários eixos com lança articulada; c) A força de tracção máxima D(índice 2) deve estar comprendida entre 0,1 x g x G(índice A) e 0,5 x g x G(índice A). 5 - Quanto ao controlo da eficiência da travagem, a soma das forças de travagem exercidas na circunferência das rodas do reboque deve ser pelo menos B* = 0,5 x g x G(índice A), incluindo uma resistência a rolamento de 0,01 x g x G(índice A), que representa uma força de travagem de B = 0,049 x g x G(índice A) e sendo, neste caso, o esforço máximo autorizado sobre a atrelagem de: D* = 0,067 x g x G(índice A) para os reboques de vários eixos com lança articulada; e D* = 0,10 x g x G(índice A) para os reboques com lança rígida; para verificar se estas condições são respeitadas, devem aplicar-se as seguintes desigualdades: a) Para os sistemas de travagem de inércia com transmissão mecânica: [(B x R)/Q + nP(índice o)] 1/(D* - K) x MH) =< iH b) Para os sistemas de travagem de inércio com transmissão hidráulica: [(B x R)/(n x Q) + Po] 1/(D* - K) x MH) =< ih/FHZ 6 - Quanto ao controlo do curso do comando, os dispositivos de comando dos reboques de vários eixos com lança articulada cujo mecanismo articulado dos travões depende da posição do dispositivo de tracção, o curso do comando s deve ser maior que o curso útil do comando s'; a diferença de comprimento deve ser pelo menos equivalente à perda de curso sº, o curso sº não deve exceder 10% do curso útil s', e o curso útil do comando s' é determinado do seguinte modo: a) Se o mecanismo articulado dos travões for influenciado pela posição relativa do dispositivo de tracção, será: s' = s - sº b) Se não houver nenhuma perda de curso, será: s' = s c) No caso de sistemas de travagem hidráulicos, será: s' = s - s'' 7 - Para verificar se o curso do comando é suficiente, aplicam-se as seguintes expressões: a) Para os sistemas de travagem de inércia com transmissão mecânica: i(índice H) =< s'/S(índice B*) x i(índice g) b) Para os sistemas de travagem de inércia com transmissão hidráulica: i(índice h)/F(índice HZ) =< s'/(2S(índice B*) x n F(índice RZ) x i'(índice g)) 8 - Quanto aos controlos complementares: a) Nos sistemas de travagem de inércia com transmissão mecânica, deve verificar-se se o mecanismo articulado que assegura a transmissão das forças do dispositivo de comando está correctamente montado; b) Nos sistemas de travagem de inércia com transmissão hidráulica, deve verificar-se se o curso do cilindro principal atinge, pelo menos, s/i(índice h), não sendo autorizado um valor inferior; c) O comportamento geral do veículo durante a travagem deve ser objecto de um ensaio em estrada a várias velocidades, variando-se o esforço de travagem e o número de aplicações do travão, não sendo admitidas oscilações espontâneas não amortecidas. 9 - As prescrições precedentes aplicam-se aos modelos mais recentes de sistemas de travagem de inércia com transmissão mecânica ou hidráulica, nos quais, nomeadamente, todas as rodas do reboque são equipadas com o mesmo tipo de travão e com o mesmo tipo de pneumático. 10 - Para o controlo de modelos especiais devem adaptar-se as prescrições precedentes ao caso concreto em causa. CAPÍTULO IX Condições de realização dos ensaios de veículos equipados com sistemas de travagem antibloqueio