Artigo 94.º
EM VIGORSímbolos
1 - Unidades utilizadas:
a) Massas: kg;
b) Forças: N;
c) Binários e momentos: Nm;
d) Superfícies: cm2;
e) Pressões: bar;
f) Comprimentos: unidade definida em cada caso;
g) Aceleração da gravidade: g = 10 m/s(elevado a 2).
2 - Símbolos válidos para todos os tipos de sistemas de travagem são conforme o diagrama 1, que consta da parte 2 do anexo IV do presente Regulamento:
a) G(índice A) «massa máxima» tecnicamente admissível do reboque declarada pelo frabricante;
b) G'(índice A): «massa máxima» do reboque que pode ser travada pelo dispositivo de comando, segundo declaração do fabricante;
c) G(índice B) «massa máxima» do reboque que pode ser travada pela acção conjunta de todos os travões do reboque:
G(índice B) = n x G(índice B0)
d) G(índice B0): fracção da «massa máxima» autorizada do reboque que pode ser travada por um travão, segundo declaração do fabricante;
e) B*: força de travagem necessária;
f) B: força de travagem necessária, tendo em conta a resistência ao rolamento;
g) D*: esforço autorizado sobre a atrelagem;
h) D: esforço sobre a atrelagem;
i) P': força na extremidade do dispositivo de comando;
j) K: força complementar do dispositivo de comando é convencionalmente designada pela força D correspondente ao ponto de intersecção com o eixo das abcissas da curva extrapolada que exprime P' em função de D, medida com o dispositivo de comando a meio curso, conforme os diagramas 2 e 3 que constam da parte 2 do anexo IV do presente Regulamento, que dele faz parte integrante;
k) K(índice A): limiar de solicitação do dispositivo de comando; é o esforço máximo no cabeçote de ligação cuja acção, durante um curto intervalo de tempo, não produz nenhum esforço à saída do dispositivo de comando, designando-se, convencionalmente, por K(índice A) a força medida no início da compressão do cabeçote de ligação, com uma velocidade de 10 mm/s a 15 mm/s e a transmissão do dispositivo de comando desligada;
l) D(índice 1): força máxima aplicada no cabeçote de ligação quando este é comprimido com uma velocidade de s mm/s (mais ou menos) 10%, estando a transmissão desacoplada;
m) D(índice 2): força máxima aplicada no cabeçote de ligação, quando este é traccionado com uma velocidade de s mm/s (mais ou menos) 10% a partir da posição de compressão máxima, estando a transmissão desacoplada;
n) (eta)(índice H0): rendimento do dispositivo de comando por inércia;
o) (eta)(índice H1): rendimento do sistema de transmissão;
p) (eta)(índice H): rendimento global do dispositivo de comando e da transmissão:
(eta)(índice H) = (eta)(índice H0) x (eta)(índice H1)
q) s: curso do comando, expresso em milímetros;
r) s': curso útil do comando, expresso em milímetros e determinado conforme as prescrições do n.º 6 do artigo 101.º deste Regulamento;
s) s'': curso livre do cilindro principal, medido em milímetros no cabeçote de ligação;
t) S(índice 0): perda de curso, isto é, curso medido em milímetros percorrido pelo cabeçote de ligação quando é accionado de modo a passar de 300 mm acima a 300 mm abaixo da horizontal, mantendo-se a transmissão imóvel;
u) 2(índice sB): curso de aperto das maxilas dos travões, medido no diâmetro situado paralelamente ao dispositivo de aperto e sem regulação dos travões durante o ensaio (expresso em milímetros);
v) 2(índice sB*): curso mínimo de aperto das maxilas dos travões no centro destas (curso mínimo das maxilas quando da aplicação dos travões), expresso em milímetros, no caso dos travões das rodas equipados com travões de tambor:
2(índice sB*) = 2,4 + (4/1000) x 2(índice r)
sendo 2(índice r) o diâmetro do tambor do travão, expresso em milímetros, conforme o diagrama 4 que consta da parte 2 do anexo IV do presente Regulamento; no caso dos travões das rodas equipados com travões de disco com transmissão hidráulica:
2(índice sB*) = 1,1 x (10 x V(índice 60)/F(índice RZ) + 1/1000 x 2(índice rA)
em que:
V(índice 60) é a absorção volúmica de fluido por parte do travão de uma roda à pressão correspondente a uma força de travagem de 1,2 B* = 0,6 x G(índice B0) e a um raio do pneumático máximo; e
2(índice rA) é o diâmetro exterior do disco do travão;
(V(índice 60) em cm3, F(índice RZ) em cm2 em r(índice A) em mm);
w) M: binário de travagem;
x) R: raio de rolamento (dinâmico) do pneumático, expresso em metros e arredondado ao centímetro mais próximo;
z) n: número de travões;
aa) D(índice A): força aplicada na entrada do dispositivo de comando que activa o protector contra sobrecargas;
bb) M(índice A): binário de travagem que activa o protector contra sobrecargas.
3 - Símbolos válidos para os sistemas de travagem de transmissão mecânica, conforme o diagrama 5 que consta da parte 2 do anexo IV do presente Regulamento:
a) i(índice H0): relação de transmissão entre o curso do cabeçote de ligação e o curso da alavanca na extremidade do dispositivo de comando;
b) i(índice H1): relação de transmissão entre o curso da alavanca na extremidade do dispositivo de comando e o curso da alavanca dos travões (desmultiplicação da transmissão);
c) i(índice H): relação de transmissão entre o curso do cabeçote de ligação e o curso da alavanca dos travões:
i(índice H) = i(índice H0) x i(índice H1)
d) i(índice g): relação de transmissão entre o curso da alavanca dos travões e o curso de aperto no centro da maxila, conforme o diagrama 4, que consta da parte 2 do anexo IV do presente Regulamento;
e) P: força aplicada à alavanca de comando do travão;
f) P(índice 0): força residual do travão; é, no diagrama M = f(P), o valor da força P no ponto de intersecção do prolongamento desta função com o eixo das abcissas, conforme o diagrama 6, que consta da parte 2 do anexo IV do presente Regulamento;
g) (ró): característica do travão definida por:
M = (ró) (P - P(índice 0))
4 - Símbolos válidos para os sistemas de travagem de transmissão hidráulica conforme o diagrama 8, que consta da parte 2 do anexo IV do presente Regulamento:
a) i(índice h): relação de transmissão entre o curso do cabeçote de ligação e o curso do êmbolo do cilindro principal;
b) ig': relação de transmissão entre o curso do ponto de ataque dos cilindros e o curso de aperto no centro da maxila;
c) F(índice RZ): no caso dos travões de tambor, superfície do êmbolo do cilindro de uma roda; no caso dos travões de disco, somatório da superfície do(s) êmbolos(s) da pinça de uma das faces do disco;
d) F(índice HZ): superfície do êmbolo de um cilindro principal de travão;
e) p: pressão hidráulica no cilindro de travão;
f):
p(índice 0): pressão residual no cilindro de travão; é, no diagrama M = f(p), o valor da pressão p no ponto de intersecção do prolongamento desta função com o eixo das abcissas, conforme o diagrama 7, que consta da parte 2 do anexo IV do presente Regulamento;
q': característica do travão definida por:
M = q' (p - p(índice 0))