Decreto-Lei 108/2018

Estabelece o regime jurídico da proteção radiológica, transpondo a Diretiva 2013/59/Euratom

Artigo 33.º

EM VIGOR
Licença Para além dos elementos do artigo anterior, devem ser ainda apresentados os seguintes elementos para efeitos de licença: a) Peças desenhadas, quando aplicável, e descrição das instalações radiológicas, incluindo as infraestruturas de caráter social, sanitárias e de medicina do trabalho, equipamentos e outro material de que dispõe para desenvolver as suas atividades; b) Listagem dos trabalhadores com a respetiva classificação de acordo com o artigo 73.º, respetiva qualificação profissional, competências, incluindo informação e formação e data da última consulta de saúde ocupacional; c) Identificação do responsável pela proteção radiológica, nos termos do artigo 159.º; d) Projeto de Regulamento Interno, do qual conste a organização do pessoal e normas de funcionamento, bem como as responsabilidades e modalidades de organização em matéria de proteção e segurança; e) Avaliação prévia de segurança radiológica elaborada pelo titular onde se: i) Estimem as exposições dos trabalhadores e do público em condições normais de funcionamento; ii) Identifique a forma como podem ocorrer exposições potenciais ou exposições médicas acidentais e exposições médicas que não decorrem como planeado, quando aplicável; iii) Estime, na medida do possível, a probabilidade de ocorrência de exposições potenciais e a respetiva magnitude; iv) Avalie a qualidade e a extensão das disposições de proteção e segurança, incluindo os aspetos de engenharia e os procedimentos administrativos; v) Defina os limites operacionais e as condições de operação; vi) Demonstre que existe uma proteção adequada contra qualquer exposição ou contaminação radioativa suscetível de ultrapassar o perímetro da instalação, ou contra qualquer contaminação radioativa suscetível de atingir o solo onde se encontra implantada a instalação; vii) Definam planos para a descarga de efluentes radioativos; viii) Estabeleçam medidas para controlar o acesso de membros do público à instalação; f) Programa de Proteção Radiológica, adequado às tarefas a desempenhar; g) Plano de Emergência Interno; h) Plano de manutenção, ensaios, inspeção e assistência, de modo a garantir que as fontes de radiação e a instalação radiológica cumprem os requisitos de conceção; i) Enumeração de equipamentos de medição de radiação, incluindo os certificados de verificação dos diferentes controlos metrológicos efetuados; j) Metodologia adotada para a gestão de fontes radioativas fora de uso; k) Programa de garantia de qualidade; l) Plano de recursos financeiros adequados ao cumprimento das suas obrigações; m) Previsão do tipo de resíduos radioativos que potencialmente produzirá, e disposições para a eliminação de tais resíduos, em conformidade com o disposto no Decreto-Lei n.º 156/2013, de 5 de novembro.