Resolução do Conselho de Ministros 108/96

Autoriza o Governo a celebrar empréstimos internos de curto prazo

Resolução do Conselho de Ministros 108/96

Autoriza o Governo a celebrar empréstimos internos de curto prazo

Emitente: Presidência do Conselho de MinistrosDiário da República ↗Publicado 13/07/1996

Autoriza o Governo a celebrar empréstimos internos de curto prazo

Diploma

EM VIGOR
Resolução do Conselho de Ministros n.º 108/96 Pelo n.º 8 do artigo 69.º e pelo artigo 70.º da Lei n.º 10-B/96, de 23 de Março, ficou o Governo autorizado a contrair empréstimos internos de curto prazo, sob a forma de linha de crédito ou outra, junto de instituições de crédito e de sociedades financeiras. Nos termos do disposto no artigo 2.º da Lei n.º 12/90, de 7 de Abril, compete ao Conselho de Ministros definir as condições específicas de tais operações. Assim: Nos termos das alíneas b) e g) do artigo 202.º da Constituição e do artigo 70.º da Lei n.º 10-B/96, de 23 de Março, o Conselho de Ministros resolveu: 1 - Autorizar o Governo, através do Ministro das Finanças, a contrair empréstimos internos, sob a forma de linha de crédito ou outra modalidade de empréstimo, com utilizações de curto prazo, até ao montante de 300 milhões de contos. 2 - Por despacho do Ministro das Finanças, que terá a faculdade de delegar, serão definidos, em relação às operações a contratar, designadamente o prazo de vigência, os prazos das respectivas utilizações e a taxa de juro. 3 - Os empréstimos podem ser amortizados de uma só vez ou por prestações, até ao final do respectivo prazo. 4 - O pagamento dos encargos do serviço da dívida dos empréstimos a contrair fica cometido à Direcção-Geral do Tesouro. 5 - Os montantes respeitantes a utilizações cujo reembolso ocorra após o final do exercício orçamental relevarão para os limites de endividamento indicados no artigo 68.º e no n.º 1 do artigo 69.º da Lei n.º 10-B/96, de 23 de Março. 6 - A presente resolução entra em vigor no dia imediato ao da sua publicação. Presidência do Conselho de Ministros, 27 de Junho de 1996. - O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.