Decreto Legislativo Regional 1-A/98/M

Aprova o Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 1998

Decreto Legislativo Regional 1-A/98/M

Aprova o Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 1998

Emitente: Região Autónoma da Madeira - Assembleia Legislativa RegionalDiário da República ↗Publicado 09/02/1998

Aprova o Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 1998

Diploma

EM VIGOR
Decreto Legislativo Regional n.º 1-A/98/M Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 1998 A Assembleia Legislativa Regional da Madeira decreta, ao abrigo do disposto na alínea p) do n.º 1 do artigo 227.º da Constituição e na alínea o) do n.º 1 do artigo 29.º da Lei n.º 13/91, de 5 de Junho, o seguinte: CAPÍTULO I Aprovação do Orçamento

Artigo 1.º

EM VIGOR
Aprovação do Orçamento É aprovado, pelo presente diploma, o Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 1998, constante dos mapas seguintes: a) Mapas I a VIII do orçamento da administração pública regional, incluindo os orçamentos dos serviços e fundos autónomos; b) Mapa IX, com os programas e projectos plurianuais. CAPÍTULO II Finanças locais

Artigo 2.º

EM VIGOR
Fundo de Equilíbrio Financeiro As verbas a distribuir no âmbito do Fundo de Equilíbrio Financeiro pelos municípios e juntas de freguesia da Região Autónoma da Madeira constam do mapa XI.

Artigo 3.º

EM VIGOR
Auxílio financeiro aos municípios Fica o Governo Regional autorizado, mediante portaria do Secretário Regional do Plano e da Coordenação, a conceder auxílio financeiro às autarquias da Região, nos termos e nas condições definidos pelo artigo 13.º da Lei n.º 1/87, de 6 de Janeiro, e pelo Decreto-Lei n.º 363/88, de 14 de Outubro.

Artigo 4.º

EM VIGOR
Apoio extraordinário aos municípios 1 - Fica o Governo Regional autorizado, no âmbito do apoio extraordinário, a transferir para os municípios da Região até ao montante de 1,2 milhões de contos. 2 - A distribuição, por cada município, das verbas previstas no número anterior far-se-á de acordo com os encargos suportados com o serviço da dívida decorrente do protocolo de reequilíbrio financeiro durante o ano de 1998.

Artigo 5.º

EM VIGOR
Contratos-programa 1 - Fica o Governo Regional autorizado, através do Secretário Regional do Plano e da Coordenação, a celebrar contratos-programa de natureza sectorial ou plurissectorial com um ou mais municípios, associações de municípios ou empresas concessionárias destes, assim como acordos de colaboração, nos termos e nas condições definidos no artigo 14.º da Lei n.º 1/87, de 6 de Janeiro, e no Decreto-Lei n.º 384/87, de 24 de Dezembro. 2 - Os programas e projectos executados pelas autarquias locais da Região que se encontrem incluídos no Plano de Desenvolvimento Regional para a Região Autónoma da Madeira e que sejam financiados pelos fundos comunitários poderão ser comparticipados até ao limite de 25% pelo Orçamento da Região Autónoma da Madeira, ficando dispensados da celebração de contratos-programa ou de acordos de colaboração. 3 - Os programas e projectos a que se refere o número anterior poderão, a solicitação das autarquias locais, ser assumidos pela Região, ficando dispensados da celebração de contratos-programa ou de acordos de colaboração. 4 - Os contratos-programa celebrados em data anterior a 1998, e cujo término não tenha ocorrido em final de 1997, mantêm-se em vigor em 1998, sem quaisquer formalidades adicionais, excepto o novo escalonamento para o Orçamento de 1998 dos encargos que não tenham sido suportados pelo Orçamento de 1997.

Artigo 6.º

EM VIGOR
Compensação aos municípios Fica o Governo Regional autorizado a compensar os municípios da Região, nos termos do n.º 7 do artigo 7.º da Lei n.º 1/87, de 6 de Janeiro, pela redução ou isenção dos impostos referidos na alínea a) do n.º 1 do artigo 4.º da referida lei, de acordo com a seguinte fórmula: (ver fórmula no documento original) CAPÍTULO III Operações passivas e activas do Tesouro público regional

Artigo 7.º

EM VIGOR
Alienação de participações sociais em empresas regionais Em 1998, o Governo Regional prosseguirá o processo de alienação de participações sociais que a Região detém em empresas regionais.

Artigo 8.º

EM VIGOR
Empréstimos amortizáveis 1 - Fica o Governo Regional autorizado a contrair empréstimos amortizáveis, internos e externos, até ao montante de 21 milhões de contos e dentro dos limites de endividamento fixados na Lei do Orçamento do Estado para 1998, nos termos do Decreto-Lei n.º 336/90, de 30 de Outubro, para fazer face a necessidades de financiamento, a colocar junto das instituições financeiras ou outras entidades. 2 - Para fazer face a necessidades momentâneas de tesouraria, fica o Governo Regional autorizado a contrair empréstimos internos de curto prazo, que deverão estar regularizados até 31 de Dezembro de 1998 e cujo montante total em dívida não poderá ultrapassar os 2 milhões de contos.

Artigo 9.º

EM VIGOR
Avales e outras garantias 1 - É fixado em 20 milhões de contos o limite para a concessão de avales da Região relativos a operações financeiras. 2 - É fixado em 1,7 milhões de contos o limite para a concessão de avales ou qualquer outra espécie de garantias relativos a operações não financeiras.

Artigo 10.º

EM VIGOR
Operações activas do Tesouro público regional Fica o Governo Regional autorizado a realizar operações activas até ao montante de 4 milhões de contos. CAPÍTULO IV Execução orçamental

Artigo 11.º

EM VIGOR
Serviços e fundos autónomos 1 - Os serviços e fundos autónomos deverão remeter à Secretaria Regional do Plano e da Coordenação balancetes trimestrais que permitam avaliar a respectiva execução orçamental. 2 - Deverão, igualmente, ser remetidos à Secretaria Regional do Plano e da Coordenação todos os elementos necessários à avaliação da execução das despesas do PIDDAR. 3 - A emissão de garantias a favor de terceiros pelos serviços e fundos autónomos e institutos públicos depende da autorização prévia do Secretário Regional do Plano e da Coordenação e obedecerá ao limite previsto no n.º 2 do artigo 9.º 4 - O recurso ao crédito, considerado este em todas as suas formas, incluindo a modalidade de celebração de contratos de locação financeira por parte dos serviços da administração pública regional, abrangendo os serviços e fundos autónomos, fica sujeito a autorização prévia do Secretário Regional do Plano e da Coordenação e concorre para o limite fixado no artigo 8.º

Artigo 12.º

EM VIGOR
Execução O Governo Regional tomará as medidas necessárias para uma rigorosa contenção das despesas públicas e controlo da sua eficiência, de forma a alcançar a melhor aplicação dos recursos públicos.

Artigo 13.º

EM VIGOR
Alterações orçamentais 1 - O Governo Regional fica autorizado a proceder às alterações orçamentais que forem necessárias à boa execução do orçamento, fazendo cumprir a legislação em vigor nesta matéria, designadamente o Decreto-Lei n.º 71/95, de 15 de Abril. 2 - Fica ainda o Governo Regional autorizado a proceder às alterações nos orçamentos dos organismos com autonomia financeira, constantes dos mapas V a VIII, nos termos do n.º 7 do artigo 20.º da Lei n.º 28/92, de 1 de Setembro. CAPÍTULO V Mercados públicos

Artigo 14.º

EM VIGOR
Competência para autorização de despesas com empreitadas de obras públicas, aquisição de serviços e bens móveis São competentes para autorizar despesas com empreitadas de obras públicas, aquisição de serviços e bens móveis as seguintes entidades: a) Até 5000 contos, os directores regionais e os órgãos máximos dos serviços com autonomia administrativa; b) Até 20000 contos, os órgãos máximos dos serviços e fundos autónomos; c) Até 100000 contos, os secretários regionais; d) Até 500000 contos, o Presidente do Governo Regional; e) Sem limite, o Conselho do Governo Regional.

Artigo 15.º

EM VIGOR
Competência para autorização de despesas devidamente discriminadas incluídas em planos de actividade As despesas devidamente discriminadas, incluídas em planos de actividade que sejam objecto de aprovação tutelar, podem ser autorizadas: a) Até 10000 contos, pelos directores regionais ou equiparados e pelos órgãos máximos dos serviços com autonomia administrativa; b) Até 40000 contos, pelos órgãos máximos dos serviços e fundos autónomos.

Artigo 16.º

EM VIGOR
Competência para autorizar despesas relativas à execução de planos ou programas plurianuais, legalmente aprovados As despesas relativas à execução de planos ou programas plurianuais legalmente aprovados podem ser autorizadas: a) Até 50000 contos, pelos directores regionais ou equiparados e pelos órgãos máximos dos serviços com autonomia administrativa; b) Até 200000 contos, pelos órgãos máximos dos serviços e fundos autónomos; c) Sem limite, pelos secretários regionais e pelo Presidente do Governo Regional.

Artigo 17.º

EM VIGOR
Competência para a aquisição, alienação, arrendamento, locação ou oneração de imóveis 1 - A autorização de despesas relativas à aquisição, arrendamento ou locação de imóveis para a instalação de serviços do Governo Regional, bem como a autorização para a alienação, arrendamento, locação ou oneração, por qualquer forma, de imóveis da Região Autónoma da Madeira, é da exclusiva competência do Conselho do Governo Regional e está sujeita a parecer prévio da Direcção Regional do Património, nos termos da lei. 2 - Exceptua-se do disposto no número anterior a competência para autorizar contratos relativos ao arrendamento, locação, alienação ou oneração de imóveis que sejam património dos serviços e fundos autónomos, competência que é do órgão máximo do serviço e fundo autónomo e carece sempre de autorização tutelar.

Artigo 18.º

EM VIGOR
Limite de competência para autorização de despesas sem concurso ou contrato escrito São competentes para autorizar despesas sem concurso ou com dispensa de contrato escrito: a) Até 2500 contos, os directores regionais ou equiparados e os órgãos máximos dos serviços com autonomia administrativa; b) Até 10000 contos, os órgãos máximos dos serviços e fundos autónomos; c) Até 50000 contos, os secretários regionais; d) Até 250000 contos, o Presidente do Governo Regional; e) Sem limite, o Conselho do Governo Regional.

Artigo 19.º

EM VIGOR
Adjudicação 1 - No cumprimento das disposições legais sobre adjudicação de empreitadas e de fornecimento de obras públicas, o Governo Regional terá sempre em conta o respectivo impacte económico. 2 - Os valores a ter em conta para a adopção dos diferentes procedimentos de contratação relativos a empreitadas de obras públicas, fornecimentos de obras públicas, prestação de serviços e aquisição de bens, de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º 55/95, de 29 de Março, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 80/96, de 21 de Junho, e no Decreto-Lei n.º 405/93, de 10 de Dezembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 101/95, de 19 de Maio, são os da adjudicação final, com exclusão do imposto sobre o valor acrescentado. CAPÍTULO VI Concessão de subsídios e outros apoios financeiros

Artigo 20.º

EM VIGOR
Subsídios 1 - Fica o Governo Regional autorizado a conceder apoios financeiros a entidades públicas e privadas no âmbito das acções de desenvolvimento, prioritariamente àquelas que visem o fortalecimento ou o aumento da produção regional. 2 - Fica ainda o Governo Regional autorizado a conceder apoios financeiros a acções de carácter sócio-económico, cultural e desportivo.

Artigo 21.º

EM VIGOR
Apoio a entidades de utilidade pública Fica o Governo Regional autorizado a apoiar entidades de utilidade pública, mediante a celebração de contratos-programa e desde que esteja devidamente fundamentada a prossecução efectiva da satisfação das necessidades públicas e da melhoria da qualidade de vida das populações.

Artigo 22.º

EM VIGOR
Recursos próprios de terceiros Fica o Governo Regional, através do Secretário Regional do Plano e da Coordenação, autorizado a movimentar no capítulo 20 das receitas e no capítulo 75 das despesas os recursos próprios consignados a terceiras entidades.

Artigo 23.º

EM VIGOR
Subsídios de fixação do pessoal e de penosidade Mantém-se em vigor o disposto nos artigos 24.º e 25.º do Decreto Legislativo Regional n.º 11/94/M, de 28 de Abril, e no n.º 2 do artigo 25.º do Decreto Legislativo Regional n.º 4-A/97/M, de 21 de Abril. CAPÍTULO VII Sistema regional de saúde

Artigo 24.º

EM VIGOR
Centro Regional de Saúde 1 - Os encargos de anos anteriores assumidos no âmbito do sistema regional de saúde pública poderão ser satisfeitos pelo Centro Regional de Saúde, com dispensa de quaisquer formalidades. 2 - O disposto no número anterior aplica-se também ao Centro Hospitalar do Funchal desde que as despesas se reportem ao sistema regional de saúde.

Artigo 25.º

EM VIGOR
Operações passivas de curto prazo 1 - O Centro Hospitalar do Funchal e o Centro Regional de Saúde ficam autorizados a contrair empréstimos a curto prazo, qualquer que seja a forma que revistam, destinados a suprir défices de tesouraria, nas condições definidas no número seguinte, não podendo, porém, resultar desses empréstimos aumento líquido da dívida pública regional, concorrendo para o limite fixado pelo artigo 8.º 2 - O Secretário Regional do Plano e da Coordenação, mediante portaria conjunta com o secretário da tutela, definirá o limite máximo dos empréstimos que poderão ser contraídos nos termos do número anterior. CAPÍTULO VIII Autonomia administrativa e financeira

Artigo 26.º

EM VIGOR
Execução financeira dos projectos da administração regional do Plano de Desenvolvimento Agrícola e Rural Mantém-se em vigor o disposto no artigo 33.º do Decreto Legislativo Regional n.º 3-A/96/M, de 29 de Fevereiro.

Artigo 27.º

EM VIGOR
Programas co-financiados pelo Fundo Social Europeu Mantém-se em vigor o disposto no artigo 29.º do Decreto Legislativo Regional n.º 4-A/97/M, de 21 de Abril. CAPÍTULO IX Disposições finais e transitórias

Artigo 28.º

EM VIGOR
Constituição de sociedades Fica o Governo Regional autorizado a participar numa sociedade de promoção exterior, a ser constituída e incentivada pela Região e envolvendo outras entidades, com o objectivo de concertadamente melhor difundir a economia da Madeira no exterior.

Artigo 29.º

EM VIGOR
Empresas e instituições participadas pela Região Autónoma da Madeira 1 - Fica o Governo Regional autorizado a efectuar as transferências da componente regional dos programas e projectos aprovados pela União Europeia para as empresas e instituições em que a Região Autónoma da Madeira detenha participação social. 2 - O disposto no número anterior aplica-se, com as devidas adaptações, a programas e projectos co-financiados por outras entidades .

Artigo 30.º

EM VIGOR
Despesas transitadas para outros departamentos As despesas relativas aos programas e projectos que, nos termos do presente diploma, mudaram de dependência orgânica serão processadas, liquidadas e pagas por conta das dotações orçamentais dos departamentos do Governo Regional onde aqueles foram integrados.

Artigo 31.º

EM VIGOR
Limites dos encargos com pessoal dos municípios Para efeitos de aplicação aos municípios da Região, deve considerar-se que os limites previstos no artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 116/84, de 6 de Abril, na redacção que lhe foi dada pela Lei n.º 44/85, de 13 de Setembro, podem ser excedidos até à absorção do pessoal que se encontra nas condições previstas no artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 409/91, de 17 de Outubro, e nos artigos 37.º, 38.º e 39.º do Decreto-Lei n.º 427/89, de 7 de Dezembro, na redacção que lhes foi dada pelo artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 407/91, de 17 de Outubro.

Artigo 32.º

EM VIGOR
Cobranças As receitas depositadas nos cofres da Região até 31 de Março de 1999, que digam respeito a cobranças efectuadas em 1998, poderão excepcionalmente ser consideradas com referência a 31 de Dezembro de 1998.

Artigo 33.º

EM VIGOR
Receitas das escolas 1 - As receitas cobradas pelas escolas básicas dos 2.º e 3.º ciclos e secundárias da Região, ao abrigo do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 357/88, de 13 de Outubro, ficam consignadas ao financiamento das despesas de conservação e manutenção da respectiva escola, com excepção das receitas referidas na alínea c), que ficam afectas à acção social escolar, nos termos do artigo 34.º deste diploma. 2 - Para esse efeito, tais receitas dão entrada nos cofres da Região, sendo inscrita no orçamento de cada escola uma dotação com compensação em receita destinada às despesas com a conservação e manutenção da escola.

Artigo 34.º

EM VIGOR
Acção social escolar As receitas cobradas pelas escolas no âmbito da acção social escolar, bem como as receitas referidas na alínea c) do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 357/88, de 13 de Outubro, ficam consignadas às despesas com a acção social escolar da respectiva escola.

Artigo 35.º

EM VIGOR
Entrada em vigor O presente diploma entra em vigor na data da sua publicação, integrando o orçamento por ele aprovado a parte do orçamento que tenha sido executado nos termos do artigo 15.º da Lei n.º 28/92, de 1 de Setembro (Lei de Enquadramento do Orçamento da Região Autónoma da Madeira). Aprovado em sessão plenária da Assembleia Legislativa Regional da Madeira em 20 de Janeiro de 1998. O Presidente da Assembleia Legislativa Regional, José Miguel Jardim d'Olival Mendonça. Assinado em 5 de Fevereiro de 1998. Publique-se. O Ministro da República para a Região Autónoma da Madeira, Antero Alves Monteiro Diniz. (ver mapas no documento original)