Portaria 389/2012

Fixa a estrutura nuclear da Direção-Geral da Política de Justiça

Portaria 389/2012

Fixa a estrutura nuclear da Direção-Geral da Política de Justiça

Emitente: Ministérios das Finanças e da JustiçaDiário da República ↗Publicado 29/11/2012

Fixa a estrutura nuclear da Direção-Geral da Política de Justiça

Diploma

EM VIGOR
Portaria n.º 389/2012 de 29 de novembro O Decreto-Lei n.º 163/2012, de 31 de julho, definiu a missão, atribuições e o tipo de organização interna da Direção-Geral da Política de Justiça. Importa agora, no desenvolvimento daquele decreto-lei, determinar a estrutura nuclear dos serviços e as competências das respetivas unidades orgânicas, bem como definir o número máximo de unidades orgânicas flexíveis. Assim: Ao abrigo do disposto nos n.os 4 e 5 do artigo 21.º da Lei n.º 4/2004, de 15 de janeiro, manda o Governo, pelos Ministros de Estado e das Finanças e da Justiça, o seguinte:

Artigo 1.º

EM VIGOR
Estrutura nuclear da Direção-Geral da Política de Justiça 1 - A Direção-Geral da Política de Justiça, abreviadamente designada por DGPJ, estrutura-se nas seguintes unidades orgânicas nucleares: a) A Direção de Serviços de Estatísticas da Justiça e Informática; b) O Gabinete de Relações Internacionais; c) O Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios; d) A Direção de Serviços de Gestão de Recursos. 2 - As unidades orgânicas a que se referem as alíneas a) e d) do número anterior são dirigidas por diretores de serviços, cargos de direção intermédia de 1.º grau, sendo as unidades orgânicas previstas nas alíneas b) e c) dirigidas por subdiretores gerais, nos termos previstos no artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 163/2012, de 31 de julho, coadjuvados por diretores de serviços.

Artigo 2.º

EM VIGOR
Direção de Serviços de Estatísticas da Justiça e Informática A Direção de Serviços de Estatísticas da Justiça e Informática, abreviadamente designada por DSEJI, assegura o desenvolvimento das atribuições da DGPJ na área das estatísticas da justiça e da gestão da informação, competindo-lhe: a) Assegurar a recolha, apuramento e difusão das estatísticas da justiça, em estreita articulação com o Instituto Nacional de Estatística; b) Definir procedimentos a observar pelos serviços e organismos do Ministério da Justiça e da área da justiça para os efeitos da alínea anterior; c) Coordenar as operações estatísticas a realizar pelos serviços e organismos do Ministério da Justiça e da área da justiça; d) Estudar e propor as ações necessárias ao aperfeiçoamento da produção e da análise estatística de interesse para a área da justiça, designadamente tendo em conta as sugestões dos utilizadores da informação estatística; e) Acompanhar e apoiar a atividade de entidades e organismos científicos, designadamente os que desempenhem funções de observatório de justiça; f) Assegurar a análise da informação estatística produzida e promover a divulgação dos estudos realizados; g) Desenvolver e assegurar a manutenção das aplicações informáticas de suporte às estatísticas da justiça e respetivas bases de dados; h) Desenvolver os sistemas de informação e comunicação por via informática no âmbito da DGPJ e para o exterior do serviço; i) Participar na conceção e colaborar com o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos de Justiça, I. P., no desenvolvimento da implantação, no funcionamento e na evolução dos sistemas de informação; j) Velar pelo bom funcionamento do equipamento informático e apoiar os utilizadores na exploração, gestão e manutenção dos equipamentos e sistemas informáticos e de informação; k) Prestar apoio na aquisição de material informático; l) Participar em reuniões nacionais e internacionais no âmbito das suas competências estatísticas e prestar apoio aos representantes do Estado Português em reuniões internacionais.

Artigo 3.º

EM VIGOR
Gabinete de Relações Internacionais O Gabinete de Relações Internacionais, abreviadamente designado por GRI, assegura o desenvolvimento das ações necessárias ao exercício das atribuições da DGPJ no domínio das relações externas, competindo-lhe: a) Acompanhar e apoiar a política internacional do Estado Português no domínio da justiça, organizando a representação do Ministério da Justiça na negociação de convenções, acordos e tratados internacionais, bem como em comissões, reuniões, conferências ou organizações similares; b) Preparar os elementos de apoio para a definição das políticas no domínio da Justiça, no âmbito da União Europeia; c) Analisar ou dar parecer sobre projetos ou propostas de legislação da União Europeia no âmbito da justiça, acompanhar e apoiar tecnicamente a transposição para o direito interno das diretivas e das decisões-quadro na área da justiça e acompanhar, em geral, a introdução na ordem interna da legislação da União Europeia; d) Acompanhar as questões relativas ao pré-contencioso e ao contencioso comunitários nas matérias de justiça; e) Acompanhar as relações do Ministério da Justiça com as diferentes instituições comunitárias; f) Preparar os elementos necessários para a definição da política de cooperação do Ministério da Justiça e assegurar a sua execução; g) Recolher e estudar as normas de direito internacional e de direito da União Europeia aplicáveis ou em relação às quais o Estado Português se pretenda vincular, bem como estudar e divulgar a jurisprudência, a doutrina e a política comunitárias para o sector.

Artigo 4.º

EM VIGOR
Gabinete de Resolução Alternativa de Litígios O Gabinete de Resolução Alternativa de Litígios, abreviadamente designado por GRAL, assegura o desenvolvimento das atribuições da DGPJ na área da resolução alternativa de litígios, competindo-lhe: a) Prestar apoio à criação e desenvolvimento de serviços de mediação, conciliação e arbitragem; b) Implementar medidas de desenvolvimento da mediação, promover a formação de mediadores de acordo com adequados padrões de exigência e executar mecanismos que assegurem a avaliação da respetiva atividade; c) Prestar o apoio necessário às entidades que intervenham na composição extrajudicial de litígios; d) Apoiar o desenvolvimento da rede de julgados de paz, em articulação e complementaridade com os restantes meios extrajudiciais e judiciais de resolução de conflitos; e) Prestar apoio à criação e desenvolvimento dos julgados de paz; f) Prestar apoio às entidades que intervenham no funcionamento dos julgados de paz; g) Proceder ao regular acompanhamento e avaliação da atividade desenvolvida nos julgados de paz e assegurar a recolha, tratamento e divulgação de informação estatística; h) Aperfeiçoar os sistemas informáticos necessários à gestão dos julgados de paz e a sua ligação à rede informática do Ministério da Justiça e promover a adequada formação dos seus utilizadores.

Artigo 5.º

EM VIGOR
Direção de Serviços de Gestão de Recursos A Direção de Serviços de Gestão de Recursos, abreviadamente designada por DSGR, assegura o desenvolvimento das atribuições na área da gestão de recursos humanos, patrimoniais e financeiros da DGPJ, competindo-lhe: a) Assegurar a gestão e a administração dos recursos humanos da DGPJ; b) Elaborar o balanço social; c) Assegurar a execução do orçamento, garantindo todos os procedimentos técnicos, administrativos e contabilísticos de acordo com princípios de boa gestão e com as disposições legais aplicáveis; d) Instruir os processos relativos a despesas resultantes dos orçamentos geridos pela DGPJ, informar quanto à sua legalidade e cabimento e efetuar processamentos, liquidações e pagamentos; e) Organizar a conta anual de gerência da DGPJ, bem como preparar os elementos necessários à elaboração de relatórios de execução financeira; f) Proceder à análise permanente da evolução da execução do orçamento da DGPJ, prestando informações periódicas que permitam o seu controlo; g) Elaborar relatórios financeiros e preparar a prestação anual de contas; h) Organizar os procedimentos e a celebração de contratos para aquisição de bens e serviços, bem como proceder ao acompanhamento da respetiva execução; i) Assegurar a aquisição, distribuição e controlo dos artigos de consumo corrente; j) Coordenar a gestão do parque de viaturas automóveis da DGPJ; k) Garantir o inventário de todos os bens da DGPJ; l) Assegurar a receção, classificação, registo e distribuição interna da correspondência entrada na DGPJ.
Artigo 6.º
Unidades orgânicas flexíveis O número máximo de unidades orgânicas flexíveis da DGPJ é fixado em nove.
Artigo 7.º
Revogação São revogadas as Portarias n.os 513/2007, 518/2007, 556/2007 e 561/2007, todas de 30 de abril.

Artigo 8.º

EM VIGOR
Entrada em vigor A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. O Ministro de Estado e das Finanças, Vítor Louçã Rabaça Gaspar, em 19 de novembro de 2012. - A Ministra da Justiça, Paula Maria von Hafe Teixeira da Cruz, em 9 de novembro de 2012.